Você sabe a origem da moda plus size?

Antigamente o padrão mais cheio é uma medida curvilínea era o padrão da mulher ideal mas o que foi que mudou ao longo dos tempos?

A moda Plus Size é um segmento em expansão no Brasil. De acordo com levantamento exclusivo do IEMI, já são ao menos 492 indústrias de confecção desenvolvendo coleções específicas para o setor.

Esse número equivale a uma fatia de 2,5% dos estabelecimentos em atividade na indústria, movimentando cerca de R$ 2,5 bilhões em vendas anuais. O número parece pequeno, mas registra um salto histórico de 7,9% entre os anos de 2013 e 2021.

A história desse segmento evoluiu junto com os padrões de beleza e o termo “plus size” foi utilizado pela primeira vez em 1920 pela marca norte-americana Lane Bryant, que foi fundada em 1904 e segue em pleno funcionamento.

Os padrões de beleza mudam e se desenvolvem ao longo dos séculos. As mulheres que hoje são consideradas Plus Size já foram o ideal de corpo feminino em diversos períodos históricos. Durante a Pré História, os corpos voluptuosos, com seios e quadris grandes eram símbolo de fertilidade e, por isso, os mais idealizados.

Moda Plus Size no Renascimento

No Período Renascentista, um corpo “gordo” era sinal de uma vida abastada e a representação do ideal feminino estava extremamente relacionada à riqueza e à vida ociosa dos mais ricos. Um dos quadros mais importantes da época, O Nascimento de Vênus (1485), de Botticelli, representa essa mulher curvilínea.

Final do século XIX e Moda Plus Size


Da metade para o final do século XIX, a medicina passou a ter um impacto interessante na construção dos ideais de beleza. Diversos manuais de saúde foram disseminados, indicando a necessidade da realização de exercícios físicos para alcançar um corpo “ideal”, iniciando a relação entre saúde e aparência física que conhecemos até hoje. A partir de então, os padrões de beleza vigentes passaram a variar entre a magreza quase extrema e o corpo curvilíneo.

Existiram dois momentos específicos da história em que ser gordinha era um atrativo. “O primeiro foi no período pré-histórico, com figuras corpulentas, propositalmente avantajadas”.

Um dos mais emblemáticos exemplos deste padrão de beleza é a Mulher de Willendorf (ou Vênus), uma estátua esculpida há mais de 22 mil anos, que simboliza a fertilidade. Nela, é possível ver uma mulher voluptuosa, com seios grandes, coxas grossas.

O Renascimento foi o segundo período histórico em que corpos mais gordinhos faziam sucesso. Deixando a Idade Média para trás, período marcado por crises na alimentação, morte por fome e doenças como a peste bubônica, ser gordinha no período renascentista era sinônimo de saúde e riqueza.”

“As banhistas” – Quadro renascentista do pintor francês Renoir (1919)

Então, seja você. Vista-se com aquilo que você se sentir mais confortável. Agrade a si mesmo e não a sociedade.

Mulher de Willendorf (Entre 24 000 e 22 000 a.C) ou Vênus

E para garantir que você que é plus, estará sempre com uma peça a altura ao seu estilo, Sueli Assunção traz muitas peças que cabem em você, e podem ser solicitados pelo WhatsApp: (71) 99638-3706 aceita pix, cartão de crédito ou à vista.

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Por Suely Assunção é colunista de moda, pedagoga e amante da moda e da diversidade da beleza feminina.

“Toda beleza é imperfeitamente bela. Jamais deveria haver um padrão, pois toda beleza é exclusiva como um quadro de pintura, uma obra de arte.”

( Augusto Cury )

Modelo Capa: Franciele Santana

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