Por que eu devo castrar meu animal de estimação?

O veterinário Andrei Luis Moiteiro esclarece a importância da castração de animais de estimação e quais os benefícios do procedimento para saúde dos PETs

 

Para quem tem animal de estimação, ainda há uma pergunta que rende muita discussão: castrar ou não castrar? A verdade é que existe o medo de submeter o bichinho a um procedimento teoricamente desnecessário. O que muita gente não sabe é que a castração evita doenças sérias, que podem comprometer a saúde e o bem estar dos animais. O veterinário Andrei Luis Moiteiro (CRMV/BA 4723), que atende na Casa do Agricultor, localizada na Avenida Armando Ferreira, próximo ao centro de abastecimento da cidade de Catu-Ba, explica mais sobre a importância do procedimento.

Para evitar que seus animais deem cria, no caso das fêmeas, os donos optam pela injeção, que é um método simples e rápido. O que não é de conhecimento de muitos é que essa técnica pode trazer sérios problemas de saúde. “Essas injeções são bombas de hormônios e alteram o ciclo hormonal do animal, o que futuramente pode causar um acúmulo de pus no útero, um câncer de ovário, um câncer no útero”, explica Andrei Moiteiro.

A melhor saída é a castração, porque além de evitar que as gatas e cadelas acabem deem cria, a opção de não castrar pode resultar em problemas que comprometem a vida dos Pets. Ainda segundo o veterinário, “mesmo que a gata ou a cadela não faça uso de nenhuma injeção, esse animal, sem a castração, também pode desenvolver um câncer de mama”.

 

No caso dos machos, não existe um método contraceptivo, mas a castração dos mesmos, de acordo com Andrei, evita que o animal urine em todos os lugares, na tentativa de marcar território. “Não vai ser uma coisa instantânea, algo como: castrou, parou de urinar em todos os lugares, a tendência é diminuir. A indicação nesses casos, é esperar que o animal chegue perto da idade adulta, porque a castração precoce pode fazer com que a uretra dele não se desenvolva direito”.

 

Como todo procedimento cirúrgico, a castração existe que os donos tenham alguns cuidados com os bichinhos, mas nada que assuste ou dê muito trabalho. “Como toda cirurgia, vai ficar uma cicatriz. Todas as precauções precisam ser tomadas para o animal não adquirir nenhuma infecção que dificulte a recuperação. No pós-operatório de uma gata ou de uma cadela, por exemplo, é preciso fazer uso de uma roupinha pós-cirúrgica, para evitar que os pontos fiquem expostos e que o animal tenha acesso a eles, além de ser preciso fazer uma limpeza diária e o básico que são os medicamentos receitados pelo veterinário”.

A castração está diretamente relacionada à saúde pública. Castrar animais domésticos e  principalmente em situação de rua,  impede o crescimento da população desses animais em situação de abandono, que ficam vulneráveis a proliferação de zoonoses, como a raiva e a leishmaniose.  Também vai prevenir o crescimento de doenças virais dos canídeos como: parvavirose e a cinomose, fáceis de se alastrar.

Hoje inclusive, juridicamente, a pessoa que pega um animal de estimação, precisa se atentar para guarda responsável, onde o dono precisa controlar a reprodução do animal, já que atualmente muitos abandonam os filhotes na rua, aumentando assim a população  de animais em situação de rua em todo país.

A Casa do Agricultor se preocupa com a saúde e o bem estar da população e do seu animal de estimação, por isso traz esse conteúdo elucidando a importância da castração, inclusive para animais domésticos, por também deixar os “bichinhos” mais tranquilos e protegidos em casa, bem longe dos perigos que uma cidade pode ter, resguardando assim a vida daqueles que hoje já estão presentes em  76% dos lares brasileiros.

No Brasil tem cerca de 132,4 milhões de pets. Desses, mais de 52 milhões são cães, e outros 22 milhões são gatos. Aves totalizam quase 38 milhões. Peixes e outros contabilizam mais de 20 milhões de animais. Os cachorros são os favoritos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria para Animais de Estimação, a Abinpet, 58% dos brasileiros possuem cães. Já os gatos conquistaram o segundo lugar do ranking, estando presentes nas residências de 28% dos brasileiros consultados. Em seguida vêm as aves, com 11%, e, por último, os peixes, com 7%.

Ainda segundo a ABINPET, o Nordeste tem o maior número de gatos em situação de rua do país, com mais de 7.380 milhões, seguida pelo Sudeste com 7.200 milhões de Bichanos, as duas somam mais de 60% do total. Os cães estão concentrados no Sudeste (40%), o Nordeste detém (20%) do total da população canina, ocupando o terceiro lugar no ranking.

Maiores informações sobre castração e outras duvidas, podem ser esclarecidas com Andrei Moiteiro, que está atendendo na Casa do Agricultor, às  segundas, quartas e sábados. O contato pode ser agendado através do telefone: (71) 3641-1554.

 

 

 

 

 

 

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Donaire Verçosa

Dir. Jornalismo do Site Catu Acontece. Graduada e de família Catuense! Prezo pelo jornalismo imparcial.

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