Catu intensifica vacinação contra o HPV e convoca jovens para garantir proteção
A Prefeitura de Catu, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou a campanha de vacinação contra o HPV, com o objetivo de proteger os jovens da cidade. De abril a junho de 2025, todos os meninos e meninas de 9 a 19 anos estão sendo convocados para receber a dose gratuita e segura da vacina.
A ação visa combater o HPV, responsável por doenças graves como o câncer de colo do útero, garganta, pênis e ânus. A vacinação é fundamental para a prevenção de complicações a longo prazo, e quanto mais cedo a dose for aplicada, mais eficaz será a proteção.
Quem pode receber a vacina?
- Meninas e meninos de 9 a 19 anos.
Onde se vacinar?
- Nas unidades de saúde do município, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.
Documentos necessários:
- CPF
- Documento com foto
- Cartão do SUS atualizado
- Caderneta de vacinação
Sobre o HPV
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível. A transmissão se dá pelo toque direto com a pele ou com a mucosa infectada, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Também pode haver transmissão da mãe para o bebê durante o parto.
Após a transmissão, as primeiras manifestações da infecção podem surgir, aproximadamente, entre dois e oito meses. Contudo, pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal. Os sintomas são mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. Em mais de 90% dos casos, os sinais regridem espontaneamente.
- Lesões clínicas: Apresentam-se como verrugas na região genital, no ânus e na boca. São tecnicamente denominados condilomas acuminados e conhecidas popularmente como crista de galo, figueira ou cavalo de crista. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanho variável, achatadas ou elevadas e sólidas. Em geral, são assintomáticas, mas pode haver coceira no local. Na maior parte dos casos, essas lesões são causadas por tipos de HPV não cancerígenos;
- Lesões subclínicas: Podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas e não apresentam sinais ou sintomas. Podem acometer vulva, vagina, colo do útero, região perianal, ânus, pênis, bolsa escrotal ou região pubiana. Menos frequentemente, podem estar presentes em áreas extragenitais, como área dos olhos e mucosas nasal, oral e laríngea.
Mais raramente, crianças que foram infectadas no momento do parto podem desenvolver lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe.
Prevenção
Para a prevenção da transmissão por HPV, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a prática sexual segura, incluindo educação para jovens e promoção do uso e fornecimento de preservativos para pessoas que já iniciaram atividade sexual. Contudo, a prevenção mais eficaz eficiente – indicada pela OMS – é a vacinação contra o HPV em pessoas com idade entre 9 e 14 anos, preferencialmente antes de se tornarem sexualmente ativas.
Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina HPV quadrivalente. Em 2024, o Ministério da Saúde atualizou o esquema de vacinação e adotou a dose única contra o papilomavírus humano. A estratégia busca intensificar a proteção contra o câncer de colo de útero e outras complicações associadas ao vírus e permite dobrar a capacidade de imunização com o estoque atual da pasta. Ressalta-se que a dose única será somente para os adolescentes de 9 a 14 anos, mantendo-se a recomendação para demais grupos, conforme Nota técnica No 41/2024 – CGICI/DPNI/SVSA/MS.

