Síndrome de Hellp causa da morte de Mary Helen esposa do vereador Marcelo Calasans

A advogada Mary Helen esposa do vereador Marcelo Calasans é vítima de uma síndrome rara, que costuma causar na maioria dos casos morte da mãe e do bebê durante a gestação. Sepultamento está marcado para  9h da manhã desse sábado no cemitério de Catu-Ba

Mary Helen era adventista e verdadeira paixão pelos desbravadores desde de adolescente. Nessa foto está ela e o seu marido Marcelo Calasans, pressidente da Câmara de Vereadores de Catu

A comunidade catuense foi tomada durante a sexta-feira, 06 de outubro, por um extremo sentimento de luto e pesar, ao receber a notícia do falecimento de Mary Helen Dias, esposa do presidente da Câmara Municipal de Catu Marcelo Calasans, Mary Helen e do bebê do casal Marcelo Filho, o qual estava com parto marcado para dia 10 deste mês corrente.

Marcelo Calasans, Mary Helen abraçada com sua sobrinha e na ponta de preto sua irmã

Familiares, populares, representantes políticos de diversos partidos e a comunidade adventista, se encontram nesse momento na Câmara de Vereadores da cidade, onde está acontecendo o velório. O sepultamento está marcado para às 9h desse sábado, 06 de outubro, e sairá da casa legislativa direto para o cemitério da cidade, situado atrás da igreja católica matriz de Sant’Ana.

Marcelo Calasans e Mary Helen na sessão dos 150 anos de Catu na Casa Legislativa

Mary Hellen completaria 30 anos no dia 17 deste mês, mas não estava programado festa, já que  se tudo tivesse seguido o curso normal, ela estaria com sete dias de pós-parto, e a recomendação é resguardo e muitos cuidados. Advogada formada, tinha uma forte paixão pela comunicação e sonhava inclusive em ter posteriormente uma menina, para formar um casal de filhos.

A família de Mary Helen, bem como a do vereador Marcelo Calasans ainda está em choque. É um momento  de extrema dor diante da perda irreparável. Nas redes sociais a manifestação de carinho e admiração por Mary não param. Para os catuenses que acompanham a trajetória do político, é uma perda que o vereador terá que ter força de vontade para superar, além da ajuda de todos que o cercam e admiram como pessoa pública.

Segundo familiares Mary tinha uma pressão razoável ,que estava ficando em treze por oito, mas seus exames deram normal, e ela não havia tido a necessidade de uma intervenção médica mais intensa, apenas cuidados com a saúde e alimentação. A irmã de Marcelo Érica Calasans, disse em entrevista que todos foram pegos de surpresa com a notícia; “ela estava bem, e inclusive tinha ido nessa quarta-feira(04), para uma consulta de acompanhamento médico, como vinha fazendo. Ninguém consegue conceber essa fatalidade’. Pontuou.

 

Uma amiga próxima da família, contou que vinha acompanhando de perto Mary, e esteve presente durante todo processo de internamento até o falecimento, relatou que Mary se sentiu mal na madrugada de quinta para sexta, náuseas e diarreia foram alguns dos sintomas que a mesma sentiu, mas mesmo Marcelo insistindo, ela só foi para o Hospital Agnus Dei às 5 da manhã, por achar que seria apenas uma indisposição alimentar. Já na chegada no hospital, ela percebeu que a criança não se mexia mais no seu ‘ventre’, o que foi constatado pelo médico, que a encaminhou para o centro cirúrgico.

Mesmo com todos os procedimentos médicos feitos, não foi possível salvar o bebê e nem Mary Helen, que teve o seu falecimento confirmado no final da manhã, e início da tarde de sexta-feira (05).

Ainda conforme relato de familiares, o diagnóstico foi uma síndrome rara, chamada Síndrome de Hellp, que segundo médicos, é uma complicação obstétrica grave, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que pode causar a morte da mãe e também do bebê.

Comentários e homenagens feitos a Mary nas redes sociais

Os sinais e sintomas da Síndrome de Hellp podem ser facilmente confundidos com os da pré-eclâmpsia grave, que são dor na parte alta ou central do abdome, cefaleia, náuseas, vômitos e mal estar generalizado. Quanto não é feita uma correta avaliação laboratorial, esses sintomas podem passar despercebidos, sendo feito o diagnóstico apenas quando a síndrome se agrava, provocando edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo ocasionar a morte materna.

Embora ocorra isoladamente, a síndrome de Hellp geralmente aparece como sendo uma complicação da pré-eclâmpsia, que é a hipertensão gerada pela gravidez. Especialistas calculam que cerca de 8% das mulheres que sofrem de pré-eclâmpsia, desenvolvem a Síndrome de Hellp, colocando em risco a vida da mãe e do bebê, por conta de sintomas como insuficiência renal, edema agudo no pulmão ou problemas no fígado.

Quando uma gestante com pré-eclâmpsia apresenta alterações laboratoriais e exames clínicos compatíveis com hemólise, alteração das enzimas hepáticas e queda na contagem das plaquetas, ela está com Síndrome de Hellp; o que não aconteceu com Mary, já que segundo familiares, todos os seus exames deram normais, e ela vinha sendo acompanhada pelo seu médico regularmente.

Donaire Verçosa

Dir. Jornalismo do Site Catu Acontece. Graduada e de família Catuense! Prezo pelo jornalismo imparcial.

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