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Simone Tebet entra no radar de Lula para o STF e pode representar avanço da presença feminina na mais alta Corte do país

Ex-ministra e ex-senadora é apontada por aliados como uma das possíveis indicadas à vaga no Supremo Tribunal Federal. Defesa de uma mulher na composição do tribunal também recoloca em debate a representatividade feminina nos espaços de poder.

A ex-ministra e ex-senadora Simone Tebet (PSB-SP) passou a figurar entre os nomes cogitados por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma futura indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade, divulgada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, em 31 de outubro de 2026, reforça o debate sobre a presença de mulheres na mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro.

A defesa de uma indicação feminina tem sido apresentada por apoiadores de Lula, que consideram importante ampliar a representatividade das mulheres nos espaços de decisão. Nesse contexto, Simone Tebet aparece como um nome com trajetória política e formação jurídica que reúne características relevantes para entrar na discussão.

Representatividade feminina ganha espaço na discussão

A possível indicação de Tebet também tem uma dimensão política que merece atenção: a presença feminina nos espaços de poder e a valorização da participação das mulheres nas decisões nacionais.

A discussão acontece poucos dias depois da reeleição de Lula, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 25 de outubro. O presidente recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos.

Nesse cenário, a pauta da representatividade feminina ganha relevância no debate sobre a composição do STF. A escolha de uma mulher poderia dialogar com as reivindicações históricas por maior participação feminina nas instituições públicas e nos principais espaços de decisão do país.

Embora não seja possível atribuir o resultado eleitoral exclusivamente a essa pauta ou à preferência das eleitoras, a valorização da representatividade das mulheres integra o contexto político em que Lula inicia seu próximo mandato.

Simone Tebet

Formação jurídica e trajetória política de Simone Tebet

Advogada, mestre em Direito pela PUC-SP, professora universitária e ex-senadora. Também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Tebet ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência da República em 2022 e, posteriormente, apoiar Lula no segundo turno. No governo, ocupou o Ministério do Planejamento. Em 2026, concorreu ao Senado por São Paulo, mas não conseguiu se eleger.

Além dela, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira, também aparece entre os nomes lembrados por aliados para uma vaga no Supremo. O senador Rodrigo Pacheco é outro nome mencionado nas articulações.

Quantas vagas poderão ser preenchidas?

Segundo a publicação de Mônica Bergamo, Lula poderá preencher três vagas no STF até o encerramento de seu mandato, em janeiro de 2031. A conta considera a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, além das aposentadorias previstas de Luiz Fux, em abril de 2028, e Cármen Lúcia, em abril de 2029.

A indicação para a vaga de Barroso já havia sido direcionada ao advogado-geral da União, Jorge Messias, mas foi rejeitada pelo Senado. Segundo a coluna, Lula pretende reapresentar seu nome.

Até o momento, não há confirmação oficial de que Simone Tebet será escolhida. A eventual indicação dependerá da decisão do presidente e, posteriormente, da aprovação do Senado Federal.

O debate, portanto, vai além dos nomes cotados: coloca novamente em evidência a participação das mulheres na construção das instituições brasileiras e a possibilidade de ampliar sua presença em uma Corte que exerce papel central nas decisões jurídicas e constitucionais do país.

Fontes: Folha de S.Paulo (coluna de Mônica Bergamo, 31/10/2026); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Agência Senado.