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Pabllo Vittar critica redução de patrocínios da Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo e aponta avanço do conservadorismo

Cantora afirma que evento perdeu mais de 60% dos apoios financeiros e denuncia “pinkwashing” de empresas durante o Mês do Orgulho; veja vídeo.

A cantora Pabllo Vittar voltou a chamar atenção para os desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil ao criticar publicamente a redução de patrocínios da tradicional Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo, considerada a maior do mundo e que completa 30 anos em 2026.

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (22), a artista afirmou que o evento perdeu mais de 60% dos patrocinadores e relacionou a situação ao crescimento de uma “onda conservadora” no país. Segundo Pabllo, o cenário tem impactado diretamente não apenas as festividades ligadas ao orgulho LGBTQIAPN+, mas também a forma como a comunidade é enxergada socialmente. Veja vídeo aqui!

“A gente está vivendo uma onda de conservadorismo muito grande, que afeta as nossas festas, o nosso modo de viver e até como as pessoas olham para a nossa comunidade”, declarou a cantora.

A fala rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu debates sobre o apoio institucional às pautas de diversidade, especialmente durante o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. Para a artista, muitas empresas demonstram apoio apenas de maneira superficial, sem compromisso efetivo com as causas defendidas pela comunidade.

Pabllo também criticou o chamado “pinkwashing”, termo usado para definir estratégias de marketing em que marcas utilizam símbolos e discursos ligados à diversidade apenas para melhorar sua imagem pública ou aumentar vendas, sem ações concretas de apoio.

“É muito fácil, no mês do orgulho, colocar bandeira colorida no ícone, trocar foto de perfil, colocar logo da sua marca com as cores da bandeira, sendo que esse apoio não é verídico”, afirmou.

Outro ponto destacado pela cantora foi o impacto econômico gerado pela Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo. Segundo ela, o evento movimenta diversos setores da economia, como hotelaria, transporte, alimentação e comércio, reforçando a importância social e financeira da celebração.

“A população LGBTQ também gasta, pega carro de aplicativo, usa cartão de crédito, consome, lota hotel”, ressaltou.

Além do caráter festivo, Pabllo reforçou que a Parada possui um papel histórico de reivindicação por direitos, visibilidade e combate ao preconceito. Para ela, reduzir o evento a entretenimento ignora sua essência política e social.

“O evento não é só uma festa, é um manifesto”, destacou a artista ao pedir que o público cobre posicionamentos mais concretos das marcas e patrocinadores.

Ao longo de três décadas, a Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo consolidou-se como um dos maiores símbolos de diversidade e resistência da América Latina, reunindo milhões de pessoas em defesa da igualdade, do respeito e da liberdade de expressão. A discussão levantada por Pabllo Vittar amplia o debate sobre responsabilidade social corporativa, representatividade e o espaço da comunidade LGBTQIAPN+ em um contexto político e cultural marcado pela polarização.