Eleições Municipais: entre o “abraço do afogado” e o casamento perfeito

Nas próximas eleições em Catu, o pré-candidato abraçado pelo o atual prefeito, poderá ver suas condições de vitória robustecidas pois vai somar-se ao abraço de Gera, o fácil trânsito junto ao Governo do Estado e, principalmente, junto à população.  Trata-se de um casamento perfeito?Façam suas apostas

São, até o momento, sete pré-candidatos que se apresentam como pleiteantes da cadeira executiva do município de Catu. Sete pessoas que se dispõem a dar seguimento a tarefa de administrar uma cidade que passa por um dos momentos mais desfavoráveis de sua história. Consequentemente, precisam ser habilidosos na gestão de recursos e, acima de tudo, criativos para lidar com o tabuleiro político que sempre se acirra em períodos eleitorais

André Marques, Professor Seles, Pró Dilza, Cicero Reis, Gaudemar do CEPE, Jean Sodré e Marcelo Calasans. Esses sete pré-candidatos tem uma coisa em comum, além de pleitearem a prefeitura. Todos têm algum grau de ligação com o atual prefeito, Gera Requião – PT, que é, sem sombra de dúvidas, o fiel da balança política municipal.

Reeleito e dono de um capital político fortalecido pela maneira habilidosa como conduz a combalida situação econômica do município – fortemente prejudicado pela guinada estratégica da Petrobras –  Gera tem em suas mãos uma situação complexa. Precisará em breve definir, com ajuda do grupo político, quem receberá a incumbência de disputar o pleito e, consequentemente, defender o legado de suas duas gestões. A tarefa é complicada pois sua decisão trará calmaria ou agitação para todo o processo político eleitoral.Com uma aprovação de aproximadamente 80%, Gera Requião é o sonho de qualquer pré-candidato. Isso por quê, embora não exista gestão perfeita, seus acertos suplantam as falhas. Ao empreender fortemente para que a gestão se tornasse enxuta, Requião consegui o que muitos julgavam impossível: manter viva a máquina municipal que, apesar dos apertos econômicos, segue realizando obras, pagando fornecedores e funcionários, e tirando do papel projetos importantes para a renovação da estrutura educacional e de saúde da cidade.

Cenário que, criticados por alguns, cai muito bem aos olhos do eleitor que deseja ver ainda mais realizações tornarem-se realidade. Assim, provavelmente, o pré-candidato abraçado pelo prefeito terá um cabo eleitoral de primeira a seu lado e verá suas condições de vitória robustecidas pelo fácil trânsito junto ao Governo do Estado e, principalmente, junto à população.  Trata-se de um casamento perfeito.

O lado oposto

Anteriormente, Guto Góes era um fiel aliado de Geranilson Requião e chegou a ter um de seus filhos na posição de Chefe de Gabinete no primeiro ano da gestão petista. Porém, fatos que são desconhecidos colocarem os ex-aliados em lados opostos. Nas eleições que se avizinha, Guto Goês assumiu a pré-candidatura pelo DEM, recebido recentemente das mãos do deputado Paulo Azi – DEM. O presente, no entanto, serviu para fragmentar ainda mais a oposição catuense.

Gilcina Carvalho e Paulo Azi, antes do rompimento devido a passagem do DEM para o ex-vereador Nego,

Detentora do DEM, antes da reviravolta feita por Paulo Azi, Gilcina Lago de Carvalho, ex-prefeita e viúva de uma das figuras mais proeminentes da região, José Carvalho, vinha sendo sondada para concorrer à prefeita pelo grupo de oposição. Sempre recusou sob alegação de que estaria mais voltada para os rumos da Fundação José Carvalho. Entretanto, como a história é cíclica, esperava-se que na última hora, lançando mão dos seu capital político que sempre lhe rende votos fieis, a pedagoga aparecesse na cédula eleitoral. Porém, perder o partido, além de desfalcá-la da proximidade com lideranças estaduais importantes, serviu para rachar o grupo composto por poucos nomes de relevo e muitos aspirantes ao poder.

Detentora do DEM, antes da reviravolta feita por Paulo Azi, Gilcina Lago de Carvalho, ex-prefeita e viúva de uma das figuras mais proeminentes da região, José Carvalho, vinha sendo sondada para concorrer à prefeita pelo grupo de oposição. Sempre recusou sob alegação de que estaria mais voltada para os rumos da Fundação José Carvalho. Entretanto, como a história é cíclica, esperava-se que na última hora, lançando mão dos eu capital político que sempre lhe rende votos fieis, a pedagoga aparecesse na cédula eleitoral. Porém, perder o partido, além de desfalca-la da proximidade com lideranças estaduais importantes, serviu para rachar o grupo composto por poucos nomes de relevo e muitos aspirantes ao poder.

Assim, esfacelada, a oposição vê suas chances reduzidas. Ainda que bem-intencionada, a candidatura isolada de Guto Goes ainda não oferece a musculatura necessária para um embate equilibrado. O sinal mais claro da falta de musculatura vem dos recorrentes acenos feitos por personagens da oposição para o médico e pré-candidato André Marques. Nos bastidores da política correm informações que, supostamente, a oposição estaria procurando uma aproximação como médico que aparece nas pesquisas sempre em posição de vantagem, até mesmo em confrontos com a ex-prefeita.

Para o médico, tal aproximação momentânea, pode representar um “abraço de afogado”, tendo em vista que as mesmas pesquisas que apontam seu bom desempenho também o associam à figura do prefeito Gera Requião e ainda assinalam a forte rejeição de muitos dos nomes oposicionistas. Por outro lado, sem essa aproximação, a oposição sabe que apenas disputará o pleito, como aliás o fez nas últimas duas eleições municipais.

Assim, resta saber se veremos o casamento perfeito ou o “abraço do afogado”…

Matéria : Jorge Andrade Jornalista e Apresentador do Programa ‘Bom dia com Jorge Andrade’ na rádio Ouro Negro Fm 100,5 , às 07h da manhã de segunda à sexta

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