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Candidata a deputada federal Clara Sena, reage após ser alvo de comentário ofensivo nas redes sociais

Ataque nas redes sociais reacende debate sobre violência política de gênero e machismo na política.

A candidata a deputada federal Clara Sena foi alvo de um comentário ofensivo em uma publicação que a incluía em uma enquete sobre os nomes de Catu cotados para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

O comentário publicado por um internauta continha ofensas direcionadas à candidata, incluindo a expressão de que ela deveria “tomar vergonha na cara” e um insulto pessoal. Jornalista de formação, Clara Sena respondeu à publicação com base em princípios éticos, reafirmando sua motivação para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados: “Um dos motivos pelos quais decidi colocar meu nome à disposição como candidata a deputada federal é justamente lutar por um país onde as mulheres sejam respeitadas e não precisem conviver com ofensas, humilhações ou ataques gratuitos como o que vc fez, sem sequer me conhecer.”

O caso ocorre em um cenário de preocupação com a violência política de gênero no Brasil. Levantamento do Observatório Nacional da Mulher na Política, da Câmara dos Deputados, apontou aumento dos casos de violência política contra mulheres entre as eleições de 2020 e 2024, especialmente por meio de ataques verbais e ofensas nas redes sociais. Além disso, um estudo do Instituto Alziras mostrou que apenas 7% das representações por violência política de gênero e raça resultaram em ações penais eleitorais, evidenciando a baixa responsabilização dos autores.

Comentario extraído da postagem da enquete do RCN

Ainda enfrentamos um problema estrutural chamado “machismo”, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o machismo é definido como a ideologia que defende a superioridade do homem sobre a mulher, manifestada por meio de atitudes ou comportamentos que recusam a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros.

Em meio aos avanços nas discussões sobre inclusão e respeito a igualdade de gênero no século XXI, ainda é possível constatar que a sociedade caminha a lentamente para superar problemas que deveriam ter ficado no passado; já que diversos analistas e sociólogos, já demostraram através de estudos e dados que Gênero não define capacidade, empenho ou dedicação.

Casos como os que evidenciam que a violência contra mulheres ocupam espaços públicos é uma realidade que acontece cada vez mais. Entre os três candidatos citados na mesma enquete, foi justamente a única mulher quem recebeu o ataque mais ofensivo, fato que reforça a necessidade de ampliar o debate sobre respeito e igualdade na política.

O acorrido não é um episódio isolado, reacendendo o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres que decidem ocupar espaços de representação política. Em um cenário que exige respeito ao diálogo e à democracia, situações como essa demonstra a importância de combater a violência política de gênero e garantir que o debate público seja pautado por ideias e propostas, e não por ataques pessoais.

***Por Yuri Henrique sob supervisão de Donaire Verçosa