Planos de saúde terão de cobrir DIU hormonal para casos específicos de endometriose
Nova regra da ANS entra em vigor em 1º de outubro e estabelece critérios para que operadoras autorizem o dispositivo e sua inserção.
Mulheres com endometriose que possuem plano de saúde terão novas regras para acesso ao DIU hormonal a partir de 1º de outubro. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e estabeleceu critérios específicos para a cobertura do dispositivo em casos da doença. A mudança foi aprovada pela Diretoria Colegiada da agência em 18 de setembro e publicada oficialmente na última terça-feira (22). (Serviços e Informações do Brasil)
A cobertura obrigatória passa a contemplar o implante de dispositivo ou sistema intrauterino (DIU/SIU) hormonal, incluindo o próprio dispositivo, para pacientes com endometriose que tenham contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados (COCs) ou que não tenham adesão a esse tipo de tratamento. A regra também prevê cobertura quando houver indicação de uso prevista na bula registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Cremesp)
O que muda para quem tem plano de saúde
O DIU hormonal já fazia parte do Rol da ANS em determinadas situações. A principal mudança é a criação de uma diretriz específica, a DUT nº 175, que detalha as condições em que a operadora passa a ter obrigação de autorizar o procedimento para pacientes com endometriose.
A atualização inclui o dispositivo no procedimento de implante. O Rol da ANS funciona como referência das coberturas obrigatórias dos planos de saúde, observadas as características e a segmentação contratada. (Serviços e Informações do Brasil)
Na prática, a indicação médica continua sendo fundamental. A nova regra não significa que toda mulher diagnosticada com endometriose terá direito automático ao DIU hormonal pelo plano: a cobertura está vinculada aos critérios estabelecidos pela ANS e à indicação prevista nas regras.
Como o DIU hormonal pode ser utilizado no tratamento
O DIU hormonal libera levonorgestrel, um hormônio que atua principalmente no útero. No tratamento da endometriose, terapias hormonais podem ser utilizadas para controlar sintomas, especialmente a dor, e o DIU hormonal é uma das opções terapêuticas disponíveis, de acordo com a avaliação médica e as características de cada paciente. (Serviços e Informações do Brasil)
O tratamento da endometriose, no entanto, não é igual para todas as pacientes. A escolha pode envolver medicamentos hormonais, outros medicamentos para controle dos sintomas ou procedimentos cirúrgicos, dependendo do quadro clínico e também dos planos reprodutivos da mulher. (Serviços e Informações do Brasil)
Regra também já havia chegado ao SUS
A mesma tecnologia foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025 para pacientes com endometriose que apresentam contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados. A decisão foi formalizada pelo Ministério da Saúde por meio da Conitec. (Serviços e Informações do Brasil)
Com a atualização anunciada pela ANS, os critérios passam a integrar também as regras da saúde suplementar. A nova norma entra em vigor em 1º de outubro de 2026.

