O Coach Gabriel Habib traz um diálogo sobre depressão

Em alusão a campanha Setembro Amarelo, que visa combater o suicídio, o Coach Gabriel Rabib fala sobre o a patologia, que tem se alastrado na vida de inúmeros brasileiros

Depressão é um dos temas mais comumente abordado hoje quando se fala em saúde mental. Jamais podendo ser tratada de forma leviana e superficial.

A OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde) – que é o órgão que atua como escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, e é a agência especializada em saúde do sistema interamericano – , define a depressão como sendo um “transtorno mental”, e é recorrente em uma ampla parcela da sociedade. Para se ter uma ideia da gravidade, estima-se que mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno em todo o mundo.

São sintomas da depressão:

  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia.
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas.
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia.
  • Falta de vontade e indecisão.
  • · Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.

Fatores que geram pré-disposição para depressão.

Fatores sociais, psicológicos e biológicos, podem interagir entre si de tal forma que resultem neste mal. Esta interação é essencialmente complexa, pois envolve um número grande de variáveis.

Tomando o fator social como ponto de partida, tem-se registrado um número crescente de desordens comportamentais, que são resultado do abuso no uso de redes sociais, por exemplo. São pessoas que tem suas habilidades de socialização cada vez mais atrofiadas, uma vez que o trato com outros seres humanos está saindo do real e migrando para o ambiente virtual. Pessoas comuns, que acordam com o rosto inchado com o cabelo despenteado e com seus “quilinhos” extras, que começam a se torturar ao ficarem se comparando com as “celebridades instantâneas” e suas vidas aparentemente perfeitas, afinal de contas, quem coloca na vitrine um produto defeituoso? Nada disso, coloca-se o melhor produto que se tem! Quem tem um corpo bonito, uma conta bancária recheada, uma mente inteligente, ou até mesmo uma habilidade que se destaca irá mostrar exatamente isso! E é natural que seja assim. Não fica bem na fita quem mostra suas tristezas e fracassos. Para não mencionar o aumento do nível de ansiedade que alcança picos prejudiciais.

Não é desclassificando as redes sociais em si, mas sim a forma imatura que a mesma é utilizada.

Indo agora para os fatores psicológicos, pode-se dizer que; pessoas que passam por eventos adversos durante a vida, estão mais propensas a desenvolverem este quadro mental mórbido. Um momento de desemprego, a descoberta de uma doença severa, a morte de um ente querido, um trauma psicológico grave envolvendo abuso físico ou mental, tudo isso são exemplos de fatores que podem desencadear num transtorno depressivo.

O terceiro fator é o biológico, uma pré-disposição ao ingresso no processo depressivo. Vai desde uma simples deficiência de vitamina D no organismo, que segundo estudos, eleva em 75% as chances de se entrar em quadro depressivo, até situações mais complexas como doenças cardiovasculares ou alterações hormonais, como por exemplo, a falta crônica de serotonina abre as portas para a depressão. Temos também o abuso de substâncias como álcool, cigarro e drogas ilícitas aumentam ainda mais essa pré-disposição.

Tipos de depressão:

Segundo a OPAS “um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar um trabalho simples e atividades sociais, mas sem grande prejuízo ao funcionamento global. Durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas”

De forma muito resumida pode-se diferenciar os transtornos depressivos em:

Episódio depressivo: Estes quadros tendem a terceira uma duração mais curta, de até seis meses, sem uma intensificação dos sintomas.

Depressão profunda: quando uma pessoa começa a ter quadros depressivos recorrentes ou mantém os sintomas de depressão por mais de seis meses com uma intensificação do quadro, pode-se considerar que ela esteja passando por uma depressão profunda (ou transtorno depressivo maior).

Depressão bipolar: intercala fases de euforia e fases de tristeza profunda.

Distimia: é um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade. Diferentemente da depressão que se instala de repente, a distimia não tem essa marca brusca de ruptura. O mau humor é constante. Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre irritados, reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado.

Depressão sazonal: é um tipo de depressão que está relacionada com as mudanças de estação e a redução do contato com a luz do sol. Por isso, acontece sempre na mesma altura do ano: começa no outono, prolongando-se pelo inverno. A luz influencia o relógio biológico. Por isso, quando existe uma baixa de luminosidade, há uma quebra na produção de serotonina – um neurotransmissor do cérebro, conhecido como a hormona da felicidade, que afeta o humor. E quanto menos serotonina, maior a tendência para a tristeza e depressão. Além desta, a luz influencia ainda a melatonina, associada ao sono. Como no inverno as noites são maiores, os níveis desta hormona aumentam, o que se traduz em fadiga e falta de energia, ambos sintomas da depressão sazonal.

Depressão pós-parto: é um transtorno de humor que pode afetar as mulheres após o parto. Não tem uma causa única, mas provavelmente resulta de uma combinação de fatores físicos e emocionais. Em mães com depressão pós-parto os sentimentos de tristeza, ansiedade e exaustão podem ser extremos e podem interferir na capacidade de uma mulher cuidar de si mesma ou do filho.

Depressão psicótica: quando sintomas de tristeza profunda é aliada a delírios e alucinações. É um tipo grave, porém raro.

Ainda existem outros sub grupos de depressão não mencionados.

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