Importunador sexual é preso cinco dias após assediar mulher em academia de condomínio na Bahia
Caso teve ampla repercussão na mídia e nas redes sociais após vítima filmar o suspeito se masturbando enquanto ela se exercitava em uma esteira; denúncia foi decisiva para a investigação.
A Polícia Civil da Bahia prendeu, nesta sexta-feira (24), o homem investigado por importunar sexualmente uma moradora dentro da academia de um condomínio residencial em Feira de Santana. O caso ganhou grande repercussão na imprensa e nas redes sociais após a divulgação das imagens que mostraram o suspeito se masturbando enquanto observava a vítima durante seu treino.
O investigado, identificado como Pedro Henrique Sales, de 21 anos, foi localizado em uma casa em construção no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido por equipes da Polícia Civil.
O episódio ocorreu no último domingo (19), quando a vítima utilizava uma esteira na academia do condomínio. Ao perceber que um homem a observava de maneira suspeita e praticava atos libidinosos, a mulher registrou a cena com o celular. Segundo as investigações, ao notar que estava sendo filmado, o suspeito fugiu do local antes da chegada da polícia.
Veja vídeo da prisão aqui!
As imagens gravadas pela vítima rapidamente passaram a circular nas redes sociais e em veículos de comunicação de todo o país, provocando indignação e reforçando o debate sobre a violência e o assédio contra mulheres em espaços públicos e privados. A gravação também foi fundamental para a identificação do investigado e para o avanço das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como importunação sexual e é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana. O procedimento tramita sob segredo de Justiça.
A importunação sexual é crime previsto no artigo 215-A do Código Penal Brasileiro e consiste na prática de ato libidinoso contra alguém, sem o seu consentimento, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiros. A pena varia de um a cinco anos de reclusão, podendo ser aumentada conforme as circunstâncias do caso.
Com a prisão preventiva decretada pela Justiça, o suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário enquanto o inquérito policial prossegue para a conclusão das investigações.

