Impeachment de Bruno Reis: abaixo-assinado se aproxima de 280 mil assinaturas após crise nos ônibus
Petição cobra investigação sobre a redução da frota durante o segundo turno das eleições; nesta terça-feira (27), um pedido formal de impeachment também foi protocolado na Câmara de Salvador.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), enfrenta pressão política após as denúncias de problemas na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). O abaixo-assinado que pede a abertura de um processo de impeachment ultrapassou 250 mil assinaturas em cerca de 24 horas e, na consulta mais recente à plataforma Change.org, já registrava 278.714 assinaturas verificadas.
A mobilização pede que a Câmara Municipal de Salvador investigue a responsabilidade do prefeito pelas dificuldades enfrentadas por eleitores que dependiam do transporte público para chegar aos locais de votação.
Procon-BA identificou 544 ônibus parados
Durante a fiscalização realizada no domingo, o Procon-BA contabilizou 544 ônibus parados em cinco garagens da capital baiana. O episódio provocou reclamações de passageiros e questionamentos sobre a garantia do transporte público em um dia decisivo para o exercício do voto.
O prefeito atribuiu os atrasos à presença de adesivos eleitorais nos veículos e a problemas operacionais. Diante das denúncias, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou o restabelecimento imediato da frota integral, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.
Pedido formal de impeachment chega à Câmara
Nesta terça-feira (27), um novo desdobramento ocorreu: o advogado e professor José Mário Dias Soares Júnior, conhecido como Professor Marinho, protocolou na Câmara Municipal uma denúncia de 50 páginas solicitando a abertura de processo de impeachment contra Bruno Reis. A representação aponta uma possível omissão da gestão municipal diante dos problemas no transporte.
É importante esclarecer que o número de assinaturas da petição popular não determina automaticamente o afastamento do prefeito. O pedido formal precisa passar pelos procedimentos legais e pela análise dos vereadores. Eventual cassação depende da tramitação do processo e da comprovação das infrações apontadas, com garantia do direito de defesa.
Até o momento, o caso mantém a pressão sobre a Prefeitura e amplia a cobrança por esclarecimentos sobre a circulação dos ônibus durante a votação.

