Eleições 2022? Catu precisa de um deputado para chamar de seu

Com a aproximação do pleito de 2022, vários lançamentos de candidatura começam a aparecer nas redes sociais. Nomes que, em sua grande maioria, têm ou tiveram alguma participação na política de suas regiões e, tocados por apoiadores, ganham algum destaque nas referidas mídias sociais.


Entretanto, há uma necessidade precípua que precisa ser observada. Além de eleições para governador e vice, também serão escolhidos os deputados federais e estaduais que representarão, respectivamente, a Bahia e seus municípios na Câmara e na Assembleia Legislativa. Os nomes ventilados para tais cadeiras precisam, necessariamente, possuir a bagagem que os torne relevantes em cenário que, pela sua natureza, é suscetível as práticas de canibalização política. Por conseguinte, ainda que exista um suspeito apoio de lideranças e acenos que, à primeira vista, pareçam apontar para uma escolha lógica, é preciso levar em conta a experiência e a capacidade de tais candidatos.

Foto arquivo Jorge Andrade

Após uma comemoração de aniversário, que reuniu pouco mais de 30 pessoas, o nome da ex-prefeita Gilcina Carvalho, passou a ser ventilado com possível pré-candidata a uma cadeira legislativa.

Reconhecida pela sua sólida formação acadêmica e, claro, pela passagem de oito anos pela cadeira do executivo catuense, a pedagoga encontra-se afastada do processo político – eleitoral desde que apeou da cadeira executiva. Seria esse um bom nome para habitar, ainda que temporariamente, os corredores e o plenário da Alba da Câmara? Sinceramente, avalio como precipitada a escolha.


Pelo que se conhece dos ambientes parlamentares, habilidade política e experiência são condições sine qua non para o sucesso no desempenho do poder. A não ser que se pretenda habitar o baixo clero. Nesse contexto, não por incapacidade ou falta de inteligência, a ex-prefeita seria um peixe fora d’água.

Gera Requião: Ex-Prefeito de Catu-Ba


Por fora, de forma discreta, mas constante, correm outros nomes. Ainda que, sempre que questionado, haja uma negativa, o ex-prefeito Gera Requião é um nome que reúne predicados robustos. Um cartel de realizações considerável durante dois mandatos, destaque na condução de um Consórcio de Municípios e experiência acumulada ao longo de uma longa história política. Será a melhor escolha? Não se sabe, mas os atributos apontam para uma caminhada mais produtiva dentro da Alba. Apresenta-se como viável, dentro da ótica que se analisa nesse momento.

Clara Sena: ex – vereadora e atualmente diretora de comunicação da Prefeitura.


Por outro lado, ainda que com uma experiência menor, não se pode descartar o nome da ex-vereadora Clara Sena. Política jovem que, em duas eleições municipais demostrou ser aguerrida na defesa de seus pontos de vista, Qualidade fundamental para quem deseja legislar. Teve um rendimento sofrível na eleição que disputou visando a Assembleia Legislativa. Hoje, é sem dúvida, um nome que se qualifica e aponta para a necessidade de renovação. Em recente eleição municipal, conseguiu se reinventar a tempo de derrotar o grupo situacionista e demonstrou trânsito político e capacidade de aglutinação. É carta dentro do jogo, principalmente por ser ativa e ter discurso objetivo e claro.


Logo, ainda que distante, as eleições de 2022 exigem análise fria para que as escolhas tenham, de fato, condições de vencer eleições e, acima de tudo, ter vida legislativa que possibilite ganhos para a região. Não se precisa de um deputado ou deputada que aqueça as cadeiras do parlamento, mas de parlamentares que elevem a região com seus projetos e ações no âmbito governamental. Caso contrário, todo esforço será improfícuo, e servirá apenas para colocar em uma parede mais um diploma eleitora. A hora é de realizações.

Por Jorge Andrade

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