Cooperação com a França pode levar anestesia peridural às maternidades da Bahia a partir de 2026
Projeto internacional busca humanizar o parto, reduzir a dor do trabalho de parto e fortalecer a saúde materno-infantil no estado
A Bahia pode dar um passo histórico na humanização do parto a partir de março de 2026. Um projeto desenvolvido por meio de cooperação internacional com a França prevê a ampliação do acesso à anestesia peridural nas maternidades baianas, especialmente na rede pública de saúde. A iniciativa tem como foco garantir mais dignidade, segurança e conforto às mulheres durante o trabalho de parto, além de impactos positivos diretos na saúde dos recém-nascidos.
Atualmente, a anestesia peridural — amplamente utilizada em países europeus — ainda é restrita em muitas maternidades públicas brasileiras, principalmente por falta de profissionais capacitados e estrutura adequada. Com a cooperação francesa, o projeto prevê intercâmbio técnico, capacitação de equipes médicas e de enfermagem, além do fortalecimento da infraestrutura hospitalar, permitindo que mais mulheres tenham acesso a um parto com controle efetivo da dor.
A importância da peridural vai além do alívio físico. Especialistas destacam que a redução da dor extrema contribui para menor estresse materno, melhora a evolução do trabalho de parto e pode reduzir complicações, beneficiando diretamente o bebê. Além disso, a experiência positiva do parto tem reflexos emocionais significativos, favorecendo o vínculo entre mãe e filho logo nas primeiras horas de vida.
O projeto também dialoga com políticas de humanização do parto, ao oferecer às gestantes mais autonomia e escolhas informadas sobre o momento do nascimento. Para muitas mulheres, especialmente as que vivem em situação de vulnerabilidade social, o acesso à anestesia peridural representa respeito, cuidado e equidade no atendimento à saúde.
Com previsão de início em março de 2026, a expectativa é que a iniciativa marque uma nova fase para a assistência obstétrica na Bahia, alinhando o estado a práticas internacionais e reforçando o compromisso com a saúde, o bem-estar e os direitos das mães e dos bebês.

