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Claudia Leitte obtém vitória parcial na Justiça em ação por intolerância religiosa

Juíza nega pedido de urgência do MP-BA, mas processo continua e cantora ainda não se pronunciou oficialmente.

Salvador, 29 de janeiro de 2026 — A cantora **Claudia Leitte obteve uma decisão favorável parcial na Justiça da Bahia em um processo em que é acusada de intolerância religiosa, após alterar um trecho da música Caranguejo em apresentações ao vivo. A informação foi confirmada por veículos de imprensa e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). 

O Tribunal de Justiça da Bahia negou o pedido de tutela de urgência solicitado pelo MP-BA, que pedia, entre outras medidas, que a artista fosse proibida de praticar alterações similares em shows, entrevistas ou redes sociais e fosse impedida de se apresentar no Carnaval. A ação, movida pelo MP e que pede indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo, segue em tramitação.

Na origem da controvérsia está a substituição, em shows realizados em 2024, da referência à divindade de matriz africana Iemanjá por Yeshua — termo que remete a Jesus em hebraico — na letra de Caranguejo. Essa alteração gerou críticas de entidades ligadas às religiões de matriz africana e motivou a denúncia ao MP-BA.

Decisão da Justiça e fundamentos

A juíza responsável pelo processo entendeu que não há indícios suficientes de risco iminente que justifiquem intervenção imediata na atuação artística de Claudia Leitte, apontando que a mudança pontual na letra “não conduz automaticamente à conclusão de discurso de ódio ou violação à dignidade da coletividade afro-religiosa” que autorizaria medidas urgentes.

Com a decisão, a artista permanece confirmada na programação oficial do Carnaval de Salvador em 2026, inclusive à frente de blocos populares, sem restrições judiciais no momento.

Pronunciamento da artista

Até o momento não há registro de um pronunciamento oficial da cantora ou de sua equipe sobre a decisão divulgada nesta quinta-feira (29). Procurados por parte da imprensa, representantes de Claudia Leitte ainda não emitiram posicionamento público sobre a vitória parcial na Justiça ou sobre o processo em andamento.

O que vem a seguir?

O processo continua em curso na Justiça baiana, com a possibilidade de fases probatórias, apresentação de provas e manifestações de ambos os lados nas próximas etapas judiciais. A inclusão do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) no polo ativo da ação amplia a participação de entidades representativas no debate jurídico.