Camisinha texturizada e fina no SUS para incentivar jovens a usar preservativo
A ação foi lançada pelo Ministério da Saúde com linguagem jovial nas redes sociais pelo ministro Alexandre Padilha e visa reforça a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis diante da queda da adesão à proteção entre a população, principalmente jovens
De forma interativa e com linguagem jovial o ministro da Saúde Alexandre Padilha viralizou nas redes sociais, lançando a campaha que visa incentivar jovens ao uso de camisinha de ofertando gratuitamente em toda a rede de saúde, as Unidades Básicas de Saúde- UBS, além do modelo tradicional de camisinha, a distribuição de novas versões do preservativo masculino: a texturizada e a fina. Entre os objetivos estão estimular a adesão ao contraceptivo, principalmente entre os jovens, e reforçar a prevenção contra o HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
A diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências da população. Essa ação responde a desafios identificados nos últimos anos: a queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens — apontada por dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE 2019) e por relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS/2024) — e a baixa solicitação desses insumos por estados e municípios após a pandemia de Covid-19.
Ambas as versões têm embalagens modernas, mantendo a mesma eficácia de proteção dos modelos anteriores. A expectativa é de distribuição de 400 milhões de unidades neste ano. Até então o SUS oferecia dois tipos de camisinha: a externa, feita de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.
O uso de preservativos entre jovens do 9º ano do ensino fundamental que já iniciaram a vida sexual caiu de 72,5% para 59% de 2009 a 2019, uma queda de 13,5%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 13.jul.2022. Entre as meninas, o índice caiu de 69,1% para 53,5%. Entre os meninos, de 74,1% para 62,8%.
A ação integra a estratégia de Prevenção Combinada, que associa diferentes métodos para ampliar a proteção contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Entre eles estão: uso de preservativos, gel lubrificante, profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), diagnóstico e tratamento do HIV e de outras IST’s, vacinação e ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva.
Os preservativos são distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, sem exigência de documentos de identificação e sem restrições de quantidade, facilitando o acesso de todas as pessoas.
59% das pessoas com mais de 18 anos dizem não usar preservativo
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), entre pessoas com 18 anos ou mais que tiveram relação sexual nos 12 meses anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes, e 59% dos entrevistados relataram não usar nenhuma vez. O estudo foi feito em 2019.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, sendo transmitidas, principalmente, por meio de relações sexuais sem o uso de preservativo, caso um dos parceiros esteja infectado.

“Isso aqui é muito importante: 60% [da população brasileira adulta] não usa camisinha nas relações sexuais. Tudo o que a gente puder colocar disponível no SUS para incentivar as pessoas a usar camisinha, nós faremos, porque previne infecções sexualmente transmissíveis”, disse Padilha no vídeo….
***Por Donaire Verçosa, com informações do MInistério da Saúde

