BOMBEIROS CATUENSES ALERTAM SOBRE O PERIGO DE QUEIMADAS

O período da seca de outubro a março, triplica o número de queimadas nas rodovias, bairros periféricos e em  áreas rurais na cidade, colocando em risco a vida da população e até de motoristas que passam pelo local

Por ser um país tropical e quente, diariamente há relatos de queimadas com grandes ou pequenas proporções em algum lugar do Brasil. O maior problema, é a insistência da população em atear fogo sobre lixos e entulhos em área aberta gerando graves problemas como risco de incêndios.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o ano de 2017 foi o mais quente da história desde 1999, ano que o Instituto iniciou os trabalhos de pesquisas. Em todo o país, foram 270.479 focos de incêndio. O mês de setembro do ano passado foi o responsável pela maior parte, sendo 40% do total, com 110.988 pontos de calor registrados.

Pequenas ações como, uma ponta de cigarro jogada, a limpeza “mais rápida” e/ou renovação da pastagem para criação de gados são os maiores causadores dos danos. O vento conduz as labaredas gerando maior aquecimento e transformando as chamas em causadoras de grandes prejuízos.

  

Em Catu, a situação não é diferente. A cidade que conta com campos rurais sofre com o clima quente na época do verão e consequentemente com desgastes respiratórios provocados pelo ar poluído resultantes dos focos de combustão. Na segunda-feira (19), um foco de incêndio atrás do galpão da rede Eletrofácil, no bairro do Gravito, movimentou mais de 10 homens para controlar o fogo que congestionou o trânsito no sentido Catu-Alagoinhas (BR-110) por até uma hora.

As chamas tiveram início por volta das 10h40 da manhã e só foram apagadas por completo às 13h40. Além do corpo de bombeiros de Catu, foi preciso auxílio do grupo de Alagoinhas e ainda dos funcionários do galpão. Para dar conta de toda a chama espalhada pelo vento, foram gastos quase 10 mil litros de água. Segundo o comandante do Corpo de Catu, Sammy Arruda, o período de outubro a março, é o que o município enfrenta mais queimadas. Felizmente, não houve feridos e nem prejuízos no galpão, devido a ação rápida dos controladores

O comandante ainda destaca que bairros como, Santa Rita, Bom viver, Pioneiro e BR são as localidades onde existem mais casos em Catu, “por conta da estiagem, infelizmente esse número aumenta. Recentemente, tivemos que dar conta de sete queimadas no bairro Santa Rita, durante uma semana. Muitos limpam os terrenos e ao invés de descartar da maneira correta, preferem queimar e deixar lá. Depois, surgem as maiores complicações”. Reitera.

As queimadas destroem a fauna e flora nativa, além de empobrecer o solo e reduzir a penetração de água no subsolo, produzindo ainda, poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação. Na Bahia, os locais mais atingidos são os que foram decretados pelo Estado e União por causa da estiagem, somando mais de 230 municípios. Até outubro de 2017, foram identificados 3.332 focos em todo o estado.

Em períodos como esse, os bombeiros atendem a pelo menos dois ou três chamados por dia. É o que afirma  o comandante  Sammy,  que destaca que a população precisa denunciar quando souber de casos assim,  para evitar uma tragédia maior e lembra: ” a partir de março o município contará com uma central de atendimento para receber os chamados, nós pedimos aos cidadãos para entrarem em contato e evitarem queimar entulhos e lixos, principalmente em locais movimentados, são muitas vidas em perigo. A ação do fogo é rápida, e causa danos muitas vezes irreparáveis, sem falar nas vidas que põe em risco”. Pontua

Central de atendimento do Corpo de bombeiros: 193

Central de atendimento da Defesa Civil: 199 (as ligações são gratuitas)

 

 

 

Reportagem: João Vitor Araújo

Edição de Texto: Donaire Verçosa

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