Bolsonaro e o “toma lá, dá cá” do congresso. Quem vencerá?

Bolsonaro segue à risca o que planejou; desapartar o governo do fisiologismo. Como reagirá o Congresso?

 

Em um Parlamento com larga experiência em manipular presidentes para que estejam submissos às suas vontades e caprichos, Jair Bolsonaro vem trilhando um caminho nunca dantes navegado. Dispensando as negociações partidárias e dando vez a meritocracia, Bolsonaro faz o que prometeu na campanha. Todavia, a grande pergunta é até quando ira resistir às pressões corporativistas de 81 Senadores e 513 deputados.

Quando era ministro, Sérgio Roberto Vieira da Motta, ou simplesmente Sergião, criou a emblemática frase “é dando que se recebe”. Na realidade, a frase é parte de uma oração católica. Mas, vamos lá. O que o ministro do então presidente FHC queria dizer que para navegar tranquilamente entre senadores e deputados, qualquer presidente teria que distribuir afagos que podem ser traduzidos e cargos, nomeações e emendas… Foi justamente essa forma de governar que levou o Brasil à posição onde encontra-se hoje.

Bolsonaro foi eleito por um mix de antipetismo, revolta contra o sistema e uma boa dose de vontade de mudar as estruturas. São eleitores que aprenderam com os movimentos de rua e nas redes sociais a impor seus desejos e modo de pensar. Em sua coluna Raio Laser, o consagrado jornalista e crítico político Levy Vasconcelos, destaca o pensamento de um deputado federal baiano: “Bolsonaro se elegeu com a internet, mas tem que governar com o Congresso. Vamos ver no que vai dar.”. O pensamento do parlamentar deixa claro o vício do Congresso e a maneira como raciocinam muitos deputados e senadores.

Se Bolsonaro conseguirá escapar do emparedamento imposto pelos parlamentares acostumados ao “toma lá da cá”, só o tempo dirá. Mas, uma coisa é certa: O eleitor brasileiro já demonstrou cansaço e desprezo por políticos corporativistas e afeitos a transações pouco ortodoxas para aprovarem projetos ou iniciativas do interesse nacional. Se os deputados e senadores apostarem em uma política fisiológica poderão pagar caro nas urnas. É pagar para ver!

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