Bahia não conseguirá lidar com onda igual à de 2020 após São João, alerta secretário

Com o avanço da variante gama (ou P.1) do coronavírus e a proximidade dos festejos juninos, o secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou que o estado não terá condições de absorver no sistema de saúde o resultado de uma onda de contaminação semelhante à ocorrida após o São João do ano passado.

O titular da Sesab disse que a pasta já se prepara para uma onda pós-São João, mas fez um apelo “à consciência e ao bom senso” da população para evitar um cenário ainda pior.

“Nós estamos muito preocupados com o que acontecerá logo após os festejos juninos, porque, além de haver aglomerações tradicionais nas fazendas, sítios e casas, nós estamos com uma proporção maior de uma variante mais agressiva, que é a chamada variante P.1 [registrada inicialmente em Manaus]”, afirmou o secretário.

De acordo com Vilas-Boas, entre fevereiro e maio deste ano, a variante P.1 se tornou predominante, sendo a responsável pela aceleração do número de internações e elevação do número de óbitos em todo o Brasil, inclusive na Bahia.

“Temos uma situação elevada de ocupação das UTIs em todo o estado, superior a 83%. E nós não temos a mesma capacidade de absorver a onda que vai acontecer após o São João como aconteceu em 2020, com aumentos de 500% a 800% no número de casos em algumas cidades do interior”, comparou.

Caso ocorram no período, os encontros devem ser limitados às pessoas mais próximas e em ambientes ao ar livre, destacou Vilas-Boas. “Se tiver que fazer algum tipo de festejo, que faça dentro da sua bolha familiar, com as pessoas com as quais já convive habitualmente, e que faça isso ao ar livre. O convívio ao ar livre reduz drasticamente a chance de contagiar-se com a Covid-19”, apontou.

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