Ao assumir Bahia, Mano lembra títulos e trágico 2019 no Cruzeiro: ‘Saí por não concordar com certas coisas’

Mano Menezes dirigiu o Cruzeiro em 13 rodadas na Série A de 2019.

O técnico Mano Menezes foi apresentado nesta sexta-feira no Bahia, mas não fugiu a perguntas relacionadas à sua passagem de mais de três anos pelo Cruzeiro, encerrada em agosto de 2019, quatro meses antes do rebaixamento à Série B. A saída do clube, segundo ele, foi motivada por divergências e reflexos da má gestão no campo. O gaúcho de 58 anos definiu a queda celeste como um “fim trágico”.
Mano exaltou sua longevidade e seus títulos à frente do Cruzeiro. Entre 2016 e 2019, ele conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil (2017/2018) e do Mineiro (2018/2019). Em 212 jogos, obteve 103 vitórias, 59 empates e foi batido 50 vezes.

“O trabalho no Cruzeiro não pode ser avaliado por 2019, né? Foi um trabalho de três anos e pouco, tem que ser avaliado por 2016, 2017, 2018 e um pedaço de 2019. Esse trabalho de três anos e pouco surtiu duas Copas do Brasil e dois Campeonatos Mineiros. Quatro títulos em três anos. Então, um trabalho que termina dessa maneira, se desenvolve dessa maneira, é um trabalho bom. As pessoas confundem um pouco porque a última imagem é a imagem que fica”, disse.

Mano Menezes dirigiu o Cruzeiro em 13 rodadas na Série A de 2019. Ele deixou o clube na 18ª colocação, com dez pontos em 39 possíveis. Sua saída ocorreu após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, no Mineirão, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, em 7 de agosto. No fim de julho, a Raposa já tinha sido eliminada pelo River Plate, nos pênaltis, nas quartas de final da Copa Libertadores.
De acordo com Mano, a decisão de sair foi motivada por divergências e também pelos reflexos da gestão do presidente Wagner Pires de Sá e do vice de futebol Itair Machado no campo. “Eu entendi que deveria encerrar o trabalho justamente por não concordar com certas coisas que vinham acontecendo, esse fato também já produzia também algumas coisas dentro do campo que não eram as que eu gostava de ver. Então entendi, para não pegar um trabalho de três anos e jogar na lata do lixo, e a gente não deveria continuar. Foi isso que eu propus aos dirigentes do Cruzeiro e eles entenderam que a gente deveria interromper o trabalho”.

Apesar do começo ruim do Cruzeiro no Brasileiro de 2019 sob seu comando, com duas vitórias, quatro empates e sete derrotas, Mano Menezes diz que o menor dos problemas do clube era o treinador. “O fato de que o treinador era a parte menos culpada dessa situação é que o Cruzeiro teve mais três técnicos depois que eu saí e o fim foi trágico”, disse, referindo-se à queda e às contratações de Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista no decorrer da Série A.

No ano passado, Mano ainda dirigiu o Palmeiras em 20 jogos, mas foi demitido antes do fim do Brasileiro.

Fonte: Globo Esporte

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