Erro de traficantes provoca mortes de técnicos de internet na Bahia e choca o Brasil
Crime teria sido motivado por suspeita equivocada e gerou comoção nacional, reacendendo debate sobre violência e segurança de trabalhadores

Um crime brutal ocorrido na Bahia ganhou repercussão nacional após a confirmação de que as mortes de técnicos de internet foram causadas por um erro cometido por traficantes. As vítimas, que realizavam apenas seu trabalho de manutenção e instalação de serviços, foram confundidas com integrantes de grupos rivais ou com agentes a serviço da polícia, segundo as investigações iniciais.
De acordo com as autoridades, os profissionais foram abordados de forma violenta e executados após uma interpretação equivocada por parte dos criminosos que atuam na região. O caso revelou mais uma vez a vulnerabilidade de trabalhadores que exercem suas funções em áreas dominadas pelo crime organizado.
A atuação da Polícia Técnica foi fundamental para a apuração dos fatos, reunindo provas e auxiliando na reconstrução da dinâmica do crime. As investigações apontam que não havia qualquer ligação das vítimas com atividades ilícitas, reforçando que se tratou de um erro trágico, motivado pelo clima de medo e desinformação imposto pelo tráfico.
O caso causou indignação e comoção em todo o país, levantando discussões sobre a necessidade de maior proteção aos trabalhadores de serviços essenciais, como técnicos de telecomunicações, além do fortalecimento das políticas de segurança pública.
Os três funcionários de uma empresa de internet foram encontrados mortos, com mãos e pés amarrados e marcas de tiros, na última terça-feira (17), no bairro do Alto do Cabrito.
Eles tinham 28, 41 e 44 anos e estavam trabalhando juntos no bairro de Marechal Rondon, vizinho ao local onde os corpos foram encontrados, vestindo fardamento de uma empresa de telefonia.
Prisões
Na madrugada desta terça-feira (23), a PCBA, por meio do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), prendeu o quarto envolvido no triplo homicídio. O acusado, que participou diretamente da execução das vítimas, se apresentou espontaneamente no DHPP.
Na segunda-feira (22), a 3ª DH/BTS (Delegacia de Homicídios) cumpriu um mandado de prisão temporária contra o terceiro suspeito do crime. De acordo com as apurações, ele monitorou os técnicos antes de serem levados do bairro Marechal Rondon para o local onde os corpos foram encontrados.
Segundo a PCBA, o suspeito passou pelos exames de praxe e segue custodiado à disposição da Justiça. Também foi requisitada a coleta de material genético e impressões digitais para confronto técnico com vestígios encontrados nos locais do crime e em veículos periciados durante a investigação. Os detalhes aqui trazidos compõe a matéria da CNN.
Familiares, colegas de trabalho e a sociedade civil cobram justiça, responsabilização dos envolvidos e medidas efetivas para que tragédias como essa não voltem a se repetir. A investigação segue em andamento, e o episódio já é considerado um dos crimes mais emblemáticos do ano na Bahia, pelo impacto humano e social que provocou.

