Prefeito de Marabá acusa governo Lula de cancelar verba para show de Zezé Di Camargo
Gestor afirma que município vai bancar apresentação de R$ 1 milhão e aponta perseguição política ao artista

O prefeito de Marabá, no sudeste do Pará, Toni Cunha (PL), usou as redes sociais na sexta-feira (19) para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o cancelamento de um repasse federal que seria destinado ao custeio do show do cantor Zezé Di Camargo na festa de Ano Novo da cidade.
Segundo Cunha, os recursos haviam sido empenhados e aprovados pelo Ministério do Turismo, mas teriam sido suspensos pelo governo federal. “O governo Lula, em um ato de perseguição a Zezé Di Camargo e ao povo de Marabá, mandou cancelar o custeio que prometeu”, escreveu o prefeito em seu perfil no Instagram. Apesar disso, ele afirmou que a prefeitura assumirá integralmente o pagamento do cachê do artista, estimado em R$ 1 milhão.
Documentos de formalização da demanda apresentados pela gestão municipal destacam que a contratação de um artista de grande projeção nacional pode gerar impacto econômico positivo, estimulando o comércio local, o setor de serviços e o turismo no município. O custo do evento seria bancado com recursos próprios e federais.
Declarações de Zezé ampliam tensão política
A polêmica ocorre dias após declarações de Zezé Di Camargo sobre o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). O cantor afirmou que a emissora estaria se “prostituindo” por, segundo ele, se aproximar do presidente Lula, que participou do lançamento do SBT News, em 12 de dezembro. A fala gerou reação imediata: o SBT rebateu publicamente, Lula classificou a declaração como “cretinice” e a primeira-dama, Janja da Silva, manifestou solidariedade às filhas de Silvio Santos, que comandam o grupo de comunicação.
Em nova crítica ao presidente, Toni Cunha acusou Lula de tentar cercear a liberdade de expressão de artistas. “Se te apoiarem, podem ser contratados com recursos federais; caso contrário, serão isolados. A liberdade de expressão é sagrada para uma democracia plena e verdadeira”, afirmou o prefeito. PDF completo aqui!

Procurada pelo site Poder360, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Show e programa cancelados em outras cidades
Além do caso em Marabá, a Prefeitura de São José do Egito, em Pernambuco, cancelou um show de Zezé Di Camargo que estava previsto para 4 de janeiro de 2026. Em nota, o prefeito Fredson Brito (Republicanos) justificou a decisão afirmando que precisava “zelar pela imagem, pela paz social e pelo bem-estar” da população. O cachê do cantor seria de R$ 500 mil.
Repercussão nas redes divide opiniões
A controvérsia envolvendo Zezé Di Camargo tem provocado intensa repercussão nas redes sociais, com internautas divididos entre críticas ao cantor e acusações de perseguição política por parte do governo federal. Enquanto apoiadores defendem o direito à liberdade de opinião do artista, outros usuários apontam incoerência nas declarações e questionam o uso de recursos públicos para shows em meio a debates políticos, ampliando a polarização que já marca o cenário nacional.

