Semana da Justiça pela Paz em Casa aborda o papel da mídia no enfrentamento da violência doméstica
Roda de conversa traz entrega de premiações , debates temáticos e relatos que encorpam as reflexões da 31ª Semana da Justiça pela Paz em Casa , do Tribunal de Justiça da Bahia.
Começou nesta segunda-feira, 24 de novembro, às 14h, no Auditório Olny Silva a roda de conversa “Narrativas que salvam: o papel da mídia no enfrentamento à violência doméstica”, integrada à programação da 31ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e segue até dia 28 de novembro. A iniciativa é da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), sob a condução da Desembargadora Nágila Brito.
A atividade será mediada pela magistrada e contará com a participação da Reitora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Adriana Marmori; do jornalista José Raimundo (TV Globo); e da jornalista Silvana Oliveira, que atua com facilitadora de media trainer. Com ampla experiência em comunicação e na abordagem de temas sensíveis, especialmente a violência de gênero, os convidados apresentarão reflexões sobre como suas áreas de atuação podem contribuir, de forma concreta, para o enfrentamento dessas questões.
A programação inclui a apresentação de documentário e a entrega do 1º Prêmio de Jornalismo Narrativas que Salvam, que reconhece trabalhos voltados à prevenção da violência doméstica e do feminicídio. A submissão das produções ocorreu até 3 de novembro; e os finalistas de cada categoria foram divulgados no dia 12 do mesmo mês.
A iniciativa inédita da Coordenadoria da Mulher reforça o compromisso do TJBA em valorizar profissionais que utilizam suas habilidades para promover uma cultura de paz e igualdade. Mais do que premiar, o Narrativas que Salvam destaca o impacto social da boa informação e o papel essencial do jornalismo na construção de uma sociedade mais justa e livre de violências.
Coordenadas pelo CNJ e realizadas pelos Tribunais de Justiça de todo o país, as Semanas da Justiça pela Paz em Casa objetivam promover a celeridade processual e fortalecer o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Durante o período, são priorizadas audiências de instrução e julgamento, audiências preliminares, de acolhimento e justificação, além do estímulo ao maior número possível de despachos, decisões e sentenças nos processos com incidência da Lei Maria da Penha.

