Saúde

Rede de Atenção Psicossocial se une para o fortalecimento dos atendimentos à população catuense

As ações foram discutidas em audiência Pública realizada esta semana em Catu-Ba., onde foi ampliado o debate para fortalecimento de um trabalho interno e externo de serviços oferecidos à todos os municípes.

Na última terça-feira, 21 de novembro, a Rede de Atenção Psicossocial – RAPS, foi realizada uma audiencia pública, no auditório da Secretaria de Educação, no Centro Administrativo de Catu – Setor (Aruanha), com intuito de fomentar ações que resultem em um maior e mais especifico atendimento para prestação de serviços relacionados a saúde mental dos municípes e dos servidores diretamente relacionados ou não com a questão como um todo.

O RAPS representa todos os serviços envolvidos direta ou indiretamente com a prestação de serviços e cuidados relacionados a saúde mental no município. Envolve o caps, como referência, o Hospital Municipal da Cidade, o SAMU, os Postos de Saúde, a Ambulância Sanitária, o EMAD, o Ambulatório Municipal, a Regulação, a Assistência Farmaceutica Municipal, a Assistência Jurídica da Secretaria de saúde, a Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental. Além dos órgãos de influência secundária, como os CRAS, o CREAS, o Conselho Tutelar e o Núcleo de Atendimento Multiprofissional – NAM , que auxilia numa educação inclusiva junto a Secretaria de Educação.

Segundo o Coordenardor do Centro de Apoio Psicossocial Breno Queiroz Paiva, “a Audiência Pública teve objetivos claros: primeiro informativo, apresentando a RAPS à todos como conceito e prática necessária, que muita gente não conhece, depois o caráter avaliativo pontuando como estamos o que precisamos melhorar e o que avançamos, e, por fim, o caráter propositivo,onde trouxemos proposições para serem executadas.” Destacou.
Quem participou da audiência pode perceber que a grande maioria não conhecia com profundidade a ideia de funcionamento em rede a partir da RAPS. ” Isso aponta para gente que é necessário uma capacitação mais robusta com toda a rede acerca desse modelo de funcionamento do SUS e da rede de saúde mental no município.” Pontuou Breno.

Ainda para o coordenador do CAPS, “foi possível avaliar o cenário da RAPS na cidade, entendendo melhor no que devemos melhorar e confirmando e divulgando os avanços a todos. Vários atores, funções e órgãos se responsabilizaram nesse intuito. Como a categoria de ACS, que já saiu da audiência pública com uma reunião marcada com a equipe de saúde mental do CAPS para matriciamento e estreitamento dos laços, os representantes do Conselho Municipal de Saúde que saíram com demandas para que pudessem cobrar celeridade, como o andamento da construção do CAPS, as adequações do Hospital e a distribuição de medicação.” Destacou Paiva.

MATRICIAMENTO, O QUE É?

Matriciamento ou apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada criam uma proposta de intervenção pedagógico-terapêutica.

Na audiência foi amplamente discutida sobre a criação de uma Política Municipal de Saúde Mental, que ainda não existe de forma compacta, bem como da necessidade da oferta de capacitação a rede acerca de alguns temas, como intervenção em crise, como lidar com álcool e drogas e a problemática do suicídio que tem se acentuado nos últimos anos em toda a sociedade de forma geral e, em Catu não é diferente.

Participaram mais de 70 pessoas entre usuários e profissionais do CAPS, familiares e além dos vários outros órgãos da saúde, representantes de órgãos da educação e da Secretaria de Assistencia social também, assim como variadas categorias profissionais.