Dado Dolabella anuncia pré-candidatura a deputado federal pelo MDB e reacende debates sobre histórico de agressões
Ator afirma que entra na política para combater injustiças, mas trajetória marcada por denúncias de violência e condenações volta ao centro das críticas.
O ator e empresário Dado Dolabella anunciou nesta quarta-feira (4) que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados como pré-candidato pelo Movimento Democrático Brasileiro do Rio de Janeiro. A decisão foi divulgada por meio de suas redes sociais, onde o artista afirmou que sua entrada na política não tem relação com vaidade, mas com experiências pessoais que, segundo ele, revelaram o que é “ser injustiçado”.
Na publicação, Dolabella apresentou algumas das pautas que pretende defender caso a candidatura se confirme, entre elas “família forte, justiça equilibrada, proteção aos animais e respeito à natureza”. O ator também afirmou que deseja lutar por pessoas que se sentem julgadas sem terem sido ouvidas e declarou acreditar na necessidade de endurecer o combate à criminalidade e aprimorar as leis.
Durante o ato de filiação divulgado nas redes sociais, o presidente estadual do MDB no Rio de Janeiro, Washington Reis, apresentou o ator como “pai de família” e destacou seu compromisso com valores familiares. A publicação, no entanto, acabou sendo apagada pouco tempo depois, após forte repercussão negativa e uma avalanche de críticas nas redes sociais.
A pré-candidatura também provocou reação da atriz Luana Piovani, ex-namorada de Dolabella. Ao comentar o assunto nas redes sociais, Piovani criticou duramente a possibilidade de o ator ingressar na política. Em resposta a um seguidor, foi direta: “Esse aborto da natureza é candidato? É só não votar nele”.
A atriz também relacionou o episódio ao contexto político e social do país, mencionando o caso do menino Miguel Otávio, que morreu após cair do nono andar de um prédio no Recife. Piovani tem participado ativamente de mobilizações por justiça no caso e utilizou o exemplo para criticar o que considera distorções estruturais no Brasil. “Brasil, tudo pode, gente”, afirmou, ao comentar sobre desigualdades e privilégios no sistema.
Histórico de agressões e condenações
A tentativa de ingresso de Dolabella na política também reacendeu debates sobre os episódios de violência que marcaram sua trajetória pública desde os anos 2000.
Em 2008, o ator foi acusado de agredir a então namorada, a atriz Luana Piovani, dentro de uma boate na Gávea, no Rio de Janeiro. Na ocasião, também teria empurrado uma camareira que tentou intervir na discussão. O caso resultou em condenação judicial: Dolabella recebeu pena de dois anos e nove meses de prisão em regime aberto, além de ter sido obrigado a pagar indenização.
No ano seguinte, novas acusações vieram à tona durante seu casamento com a produtora Viviane Sarahyba. A Justiça chegou a determinar medidas protetivas e o afastamento do ator após denúncias de agressões físicas e verbais.
Em 2017, Dolabella voltou a enfrentar problemas judiciais ao ter a prisão decretada por falta de pagamento de pensão alimentícia ao filho que teve com Fabiana Neves. Ele chegou a ser detido, mas foi liberado cerca de 24 horas depois por decisão judicial.
Outro episódio ocorreu em 2020, quando a prima do ator, Marina Dolabella, o denunciou por violência doméstica. Em agosto de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro o condenou a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto por esse caso. A defesa do ator recorre da decisão.
Mais recentemente, o nome de Dolabella voltou às manchetes após o fim de seu relacionamento com a cantora Wanessa Camargo, em 2025. O período foi marcado por relatos públicos de desentendimentos e polêmicas, incluindo um episódio em que ele teria empurrado o cantor Luan Pereira.
No mesmo ano, a modelo Marcela Tomaszewski registrou um boletim de ocorrência acusando o ator de agressões físicas e verbais. O caso ganhou grande repercussão e segue em tramitação na Justiça.
Com a pré-candidatura agora anunciada, o histórico de denúncias, condenações e conflitos envolvendo Dolabella volta ao centro do debate público, levantando questionamentos sobre sua trajetória pessoal e o impacto dessas controvérsias na tentativa de construir uma carreira política.

