Após visita de Lula à Bahia, Jerônimo oficializa chapa com Geraldinho para 2026 no dia do seu aniversário
Articulações políticas se intensificaram após agenda presidencial em Salvador e culminaram na confirmação da manutenção da chapa vitoriosa de 2022.
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Salvador, na última quinta-feira (2), serviu não apenas para acompanhar obras estruturantes, mas também para consolidar articulações políticas que resultaram, já no dia seguinte, na definição da chapa governista para as eleições de 2026 na Bahia.

Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, do então ministro da Casa Civil Rui Costa e do senador Jaques Wagner, Lula percorreu as obras do VLT de Salvador, projeto estratégico para a mobilidade urbana da capital. Durante a agenda, o presidente destacou a importância dos investimentos em infraestrutura como motor de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da população.
O momento também marcou a despedida simbólica de Rui Costa de compromissos oficiais na Bahia como ministro da Casa Civil, reforçando seu protagonismo nas articulações políticas do grupo. Nos bastidores, a presença conjunta das principais lideranças evidenciou a tentativa de manter a unidade da base aliada diante das discussões sobre a composição da chapa de 2026.

Já nesta sexta-feira (3), data em que celebrou seu aniversário, Jerônimo Rodrigues oficializou a formação da chapa que disputará a reeleição: ele próprio como candidato ao governo, tendo como vice Geraldo Júnior, o Geraldinho (MDB). O anúncio ocorreu após uma semana de intensas negociações internas e reuniões envolvendo lideranças do Partido dos Trabalhadores e partidos aliados.
A decisão confirma a manutenção da chapa vitoriosa de 2022 e sinaliza estabilidade política dentro do grupo governista. A permanência do MDB na vice foi defendida por lideranças da legenda, incluindo Geddel Vieira Lima, e acabou prevalecendo mesmo diante de divergências internas.

Durante as articulações, nomes como Ivana Bastos (PSD) e Elmar Nascimento chegaram a ser cogitados, além da possibilidade de uma chapa “puro sangue” do PT. Interlocutores apontam que o nome de Geraldo Júnior enfrentou resistências, especialmente dentro de setores ligados a Rui Costa, que deve disputar uma vaga ao Senado.

A ausência de Geraldo Júnior na agenda com Lula na quinta-feira chegou a intensificar rumores sobre uma possível substituição. No entanto, o desfecho anunciado no dia seguinte encerrou as especulações e consolidou a estratégia do grupo político liderado por Lula na Bahia.
Com a definição, o governo estadual reforça o discurso de continuidade administrativa e alinhamento com o projeto nacional, mirando a manutenção das ações e investimentos em curso no estado.

