AFA é alvo de investigação do Departamento de Justiça dos EUA e do FBI por suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro
Autoridades americanas apuram movimentação de cerca de US$ 260 milhões em contas bancárias nos Estados Unidos; investigação ainda está em fase preliminar e não há acusações formais contra a entidade.
A Associação do Futebol Argentino (AFA) passou a ser alvo de uma investigação conduzida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) e pelo FBI (Federal Bureau of Investigation). As autoridades americanas apuram suspeitas de possíveis crimes financeiros relacionados a operações realizadas em território norte-americano, incluindo fraude bancária e lavagem de dinheiro.
A informação foi revelada inicialmente pelo jornal argentino La Nación e repercutida por veículos internacionais e nacionais. Segundo as reportagens, o objetivo dos investigadores é esclarecer como centenas de milhões de dólares ligados à AFA foram movimentados pelo sistema financeiro dos Estados Unidos e verificar se parte dessas operações violou a legislação americana. (LA NACION)
De acordo com os documentos obtidos pelo La Nación, a empresa TourProdEnter LLC, sediada na Flórida e ligada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette, administrou contratos comerciais internacionais da AFA. Entre as receitas analisadas estão valores provenientes de acordos de patrocínio e direitos comerciais com multinacionais como Adidas e Warner.
A documentação indica que aproximadamente US$ 260 milhões passaram por contas abertas em cinco instituições financeiras dos Estados Unidos: Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank. Segundo a investigação jornalística, apenas parte desse montante apresenta ligação direta com despesas operacionais claramente identificadas da entidade esportiva, enquanto outras transferências seguem sob análise das autoridades americanas. (LA NACION)
Os promotores federais buscam identificar o destino de diversos pagamentos realizados a empresas e beneficiários cuja finalidade econômica ainda está sendo examinada. Também são analisados contratos, movimentações bancárias, registros financeiros e depoimentos de pessoas que tiveram participação ou conhecimento das operações investigadas. (LA NACION)
As apurações começaram em 2025, mas ganharam intensidade nas últimas semanas, durante a realização da Copa do Mundo de 2026. Agentes do FBI e promotores federais passaram a colher depoimentos e reunir documentos para avaliar se existem elementos suficientes para a abertura de uma investigação criminal formal sob a jurisdição dos Estados Unidos. (LA NACION)
Um dos pontos centrais da investigação é o contrato firmado entre a AFA e a TourProdEnter LLC em 2021. Segundo o La Nación, o acordo previa que a empresa administrasse o recebimento das receitas internacionais da entidade e recebesse um percentual sobre esses valores, além de comissões relacionadas à logística das operações financeiras. Esses contratos estão entre os principais documentos analisados pelos investigadores. (LA NACION)
Até o momento, não há denúncia criminal, acusação formal ou condenação contra a AFA, seus dirigentes ou a empresa investigada. A investigação permanece em fase preliminar, destinada à coleta de provas e ao levantamento de informações para verificar se houve efetivamente a prática de crimes financeiros. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos não divulgou detalhes oficiais sobre o andamento do caso, enquanto o FBI também mantém sigilo sobre a apuração. (LA NACION)
A repercussão do caso ocorre em um momento de grande visibilidade para o futebol argentino, durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. Embora a investigação trate exclusivamente de aspectos financeiros, o episódio amplia o escrutínio internacional sobre a gestão administrativa da AFA e pode trazer desdobramentos jurídicos caso as autoridades americanas concluam que houve violação das leis dos Estados Unidos. Até lá, prevalece a presunção de inocência dos envolvidos, conforme estabelece o devido processo legal. (The US Sun)

