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Pregação religiosa em shows de Anitta gera polêmica nas redes e reacende debate sobre limites da fé em espaços culturais

Abordagem missionária durante os “Ensaios da Anitta”, em Curitiba, divide opiniões e leva cantora a defender tolerância religiosa

Uma polêmica envolvendo religião, liberdade de expressão e respeito a espaços culturais ganhou grande repercussão nas redes sociais no início de fevereiro de 2026. O debate começou após um casal de evangélicos realizar uma pregação cristã nas imediações e nas redes sociais relacionadas aos “Ensaios da Anitta”, evento musical da cantora realizado em Curitiba.

Identificados como integrantes do movimento “One Mission”, os dois afirmaram, em vídeo publicado no Instagram, que foram ao local após um “direcionamento de Deus” para levar a palavra de Jesus ao público presente. A gravação rapidamente viralizou, levantando questionamentos sobre a pertinência do proselitismo religioso em eventos voltados ao entretenimento e à diversidade cultural.


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A repercussão levou a própria Anitta a se manifestar. Em resposta publicada nas redes sociais, a cantora adotou um tom irônico, mas respeitoso, ao comentar a situação. “Adorei! Cantei na igreja católica por anos, adoro a história de Jesus. Quando tem evento de vocês? Quero contar pra vocês as lendas dos orixás e de alguns Deuses hindus que eu gosto bastante”, escreveu a artista.

Praticante do Candomblé, Anitta aproveitou o episódio para defender a tolerância religiosa e o respeito mútuo, destacando que eventos plurais exigem abertura para diferentes crenças — e não apenas a tentativa de impor uma visão religiosa específica. Para a cantora, a convivência entre fé, arte e cultura deve ser pautada pelo diálogo e pela reciprocidade.

O caso dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte do público apoiou a ação evangelizadora como exercício da liberdade religiosa, outros internautas consideraram a abordagem inadequada e desrespeitosa ao espaço e ao propósito do evento.

A discussão reacendeu um tema recorrente no debate público brasileiro: até que ponto a liberdade de expressão religiosa pode ser exercida sem ultrapassar os limites do respeito ao espaço, à diversidade cultural e às escolhas individuais.