Governo reajusta piso salarial dos professores para R$ 5,130,63 e reação dos educadores é mista
Aumento de 5,4% anunciado após críticas ao índice anterior movimenta debates sobre valorização docente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na quarta-feira (21), uma Medida Provisória que reajusta o piso salarial profissional nacional dos professores da educação básica em 5,40 %, elevando o valor de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas semanais em toda a rede pública do país. A nova regra de cálculo combina o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50 % da média das variações reais das receitas do Fundeb, buscando garantia de ganho real acima da inflação.
As remunerações dos profissionais da educação básica continuam sendo pagas por estados e municípios com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), complementados pela União, e cada ente federado precisará oficializar o novo piso por meio de norma própria.
Aprovada por medida provisória enviada ao Congresso, a atualização do piso nacional responde a fortes críticas ao reajuste originalmente previsto de apenas 0,37 % (equivalente a um aumento de cerca de R$ 18), considerado insuficiente pela maioria dos docentes e entidades da categoria.
Como tem sido recebido pelos educadores
A reação dos educadores ao novo reajuste tem sido mista. Parte da categoria e entidades representativas aplaude o aumento acima da inflação, interpretando a medida como um passo na valorização profissional e um reconhecimento da importância do magistério público. Alguns professores nas redes sociais destacam que o reajuste de 5,4 % é mais compatível com a necessidade de recompor perdas salariais recentes e ampliar o poder de compra da categoria.
Por outro lado, críticas persistem, especialmente por parte de sindicatos e lideranças que lembram as dificuldades enfrentadas pela carreira, como condições de trabalho precárias, carga horária elevada e histórico de reajustes abaixo da inflação. Antes do ajuste, o anúncio de um reajuste simbólico gerou revolta e pressão pública sobre o governo federal, levando ao recálculo do piso.
Representantes de educadores afirmam que, apesar do avanço, ainda há expectativa por políticas mais estruturantes que garantam valorização contínua e progressão de carreira ampla, além de diálogo permanente entre governo, estados, municípios e sindicatos para assegurar condições dignas de trabalho e remuneração para toda a categoria. (análises baseadas em reações públicas e posicionamentos de entidades).

