Centésima São Silvestre entra para a história e corredores de Alagoinhas-BA vivem momento inesquecível em São Paulo
Prova centenária, considerada o “Oscar” da corrida de rua, reuniu milhares de atletas do Brasil e do mundo; grupo alagoinhense celebrou superação, esporte e solidariedade.
A Corrida Internacional de São Silvestre, uma das provas mais tradicionais e prestigiadas do mundo, realizou em 2025 sua centésima edição, transformando as ruas de São Paulo em um verdadeiro palco do atletismo mundial. Considerada o “Oscar” entre os corredores pela grandiosidade, simbolismo e história, a prova contou também com a presença de atletas de Alagoinhas-BA, que levaram o nome da cidade para um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Representando o município, o Grupo Corredores de Rua de Alagoinhas-BA marcou presença na edição histórica, sob a liderança do atleta Fabrício Lima Fonseca, de 39 anos, vigilante, que une esporte, disciplina e ações solidárias na cidade, promovendo iniciativas assistenciais em datas comemorativas e projetos sociais ligados à corrida de rua.
Da infância no futebol à paixão pelas corrida de rua
Fabrício conta que iniciou sua trajetória esportiva ainda aos 12 anos, no futebol, participando de três edições da tradicional Copa Dente de Leite. No entanto, foi na corrida que encontrou sua verdadeira vocação.
“Como o futebol não fluiu, aos 19 anos comecei a correr nas ruas. Em 2008 iniciei nas corridas oficiais, sendo a primeira uma meia maratona da Bahia nos 10 km. Depois disso foram várias competições, conquistei muitas medalhas e troféus”, relata.
Na Centésima São Silvestre, Fabrício alcançou a 15ª participação, tornando-se parte da história da prova. Ele explica que, devido à grande concorrência pelas inscrições, participou sozinho oficialmente, mas destacou que outros quatro corredores de Alagoinhas também estiveram presentes, representando a cidade.

“Foram 50 mil inscrições para mais de 200 mil pessoas tentando. Mas graças a Deus foi tudo maravilhoso, incrível. Um momento histórico que ficará marcado para sempre na minha memória e com certeza na memória de todos que estiveram presentes. Eu amo o atletismo. Corrida de rua é vida, nos dá liberdade e traz grandes benefícios para nossas vidas”, afirma.
O atleta fez questão de agradecer à sua equipe e aos apoiadores.
“Gratidão a Deus e a todos que estão sempre me apoiando e incentivando a corrida de rua. À família Corredores de Rua de Alagoinhas/BA, que é minha equipe e me dá aquele gás para continuar os trabalhos esportivos e sociais.”
Encerrando, Fabrício deixou uma mensagem de incentivo:
“Para quem ainda não conhece esse esporte maravilhoso, venham. A corrida é democrática, pai de todas as modalidades. Calce o tênis, vista o short e a camisa e deixe fluir.”
Em um vídeo da transmissão da largada a rede Globo passa a imagem de Fabrício. Veja aqui!
Uma São Silvestre histórica: emoção, recordes e alto nível técnico
A edição centenária da São Silvestre reuniu cerca de 50 mil corredores, transformando a Avenida Paulista e as principais vias de São Paulo em uma grande celebração do esporte. A prova de 15 quilômetros foi marcada por alto nível técnico, ritmo intenso e decisão emocionante, especialmente entre os atletas da elite internacional.
Pódio masculino – Elite
🥇 Muse Gizachew (Etiópia) – campeão com chegada decidida nos metros finais
🥈 Jonathan Kipkoech (Quênia) – vice-campeão
🥉 Fábio Jesus Correia (Brasil) – garantiu lugar no pódio e foi o melhor brasileiro da prova
A vitória do etíope veio após uma arrancada decisiva na reta final da Avenida Paulista, arrancando aplausos do público que lotou o percurso.
Pódio feminino – Elite
🥇 Sisilia Panga (Tanzânia) – campeã com prova consistente do início ao fim
🥈 Cynthia Chemweno (Quênia) – segunda colocada
🥉 Núbia de Oliveira (Brasil/Bahia) – destaque nacional, levando a Bahia ao pódio da São Silvestre
A presença de uma atleta baiana entre as três melhores reforçou o protagonismo do Nordeste no cenário da corrida de rua nacional.
Esporte que transforma e inspira
A São Silvestre 2025 reafirmou seu papel como símbolo de superação, tradição e inclusão. Ao lado de atletas da elite mundial, corredores amadores, grupos comunitários e projetos sociais dividiram o mesmo percurso, mostrando que a corrida de rua vai além da competição — é ferramenta de transformação social.
Para Alagoinhas, a participação do grupo liderado por Fabrício representa orgulho, inspiração e a certeza de que o esporte é um caminho possível para unir saúde, solidariedade e sonhos que ultrapassam a linha de chegada.

