Notícia

Crise na liderança evangélica no Pará: vice-presidente da COMIEADEPA no centro de escândalo que abalou o meio gospel

Após a divulgação de vídeos íntimos do então presidente e renúncia oficial, o vice-presidente da Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Pará (COMIEADEPA) assume o comando em meio a polêmicas e reações nas redes sociais.

Pastor Riter José Marques de Souza/ Pastor Océlio Nauar

Belém (PA) — O cenário religioso evangélico no Pará vive uma das suas mais turbulentas crises institucionais dos últimos anos após um escândalo que tomou proporções nacionais e gerou forte repercussão nas redes sociais e sites gospel. Tudo começou com a divulgação de vídeos íntimos atribuídos ao pastor Riter José Marques de Souza, então presidente da COMIEADEPA e uma das lideranças mais respeitadas da Assembleia de Deus no estado.

Os vídeos — que circulam amplamente em grupos de WhatsApp e plataformas digitais — mostrariam o pastor em situações íntimas, o que rapidamente provocou grande repercussão e críticas entre fiéis, autoridades religiosas e internautas. O episódio ganhou força em abril de 2025, quando as imagens começaram a viralizar e se tornaram assunto dominante nos canais de notícia gospel.

VEJA VÍDEO AQUI!

Diante da pressão crescente e da possível desgaste à imagem da igreja e da convenção, Riter entregou sua carta de renúncia ao cargo que assumiria na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), onde ocuparia a cadeira de quinto secretário representando a região Norte. A renúncia foi apresentada como um “gesto de responsabilidade com a igreja e a liderança nacional”, na tentativa de resguardar a instituição de maiores danos.

Contudo, mesmo após a renúncia nacional, o pastor permaneceu — por algum tempo — como presidente estadual da COMIEADEPA. Isso gerou fortes reações dentro da comunidade evangélica paraense, com congregações de várias cidades (como Marabá, Tucuruí e Bragança) emitindo notas públicas pedindo seu afastamento, apontando que sua permanência contrariava princípios morais e éticos esperados de um líder espiritual.

Transição e novo comando

Com a saída de Riter, assumiu interinamente o cargo de presidente o então primeiro vice-presidente, Pastor Océlio Nauar de Araújo, uma figura tradicional dentro da Assembleia de Deus, conhecido por sua atuação em Tucuruí e respeitado por muitos líderes do movimento.

A transição ocorreu oficialmente após a renúncia, e Nauar passou a liderar a convenção em um momento de tentativa de reconstrução da confiança interna e externa na instituição religiosa. Em seu papel, ele tem buscado reforçar a unidade e a transparência organizacional — ainda que a crise institucional não tenha sido totalmente superada.

Repercussões e reações nas redes

O impacto do escândalo foi sentido principalmente nas redes sociais e em portais de notícias gospel, onde debates intensos surgiram entre apoiadores da liderança tradicional da Assembleia de Deus e críticos que exigiam maior rigor ético e moral. A polêmica também levantou questionamentos sobre a necessidade de códigos de conduta mais robustos entre líderes religiosos, sobretudo em instituições com forte presença comunitária e social.

A crise na COMIEADEPA ressalta desafios enfrentados por instituições religiosas em tempos de intensa digitalização da informação e da comunicação — onde imagens e acusações se propagam em minutos e têm potencial de alterar trajetórias de liderança. Para muitos observadores, o episódio acendeu a discussão sobre moralidade, responsabilidade pública e prestação de contas dentro de organizações religiosas, temas que agora dominam conversas entre fiéis e formadores de opinião gospel.