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Pesquisa revela: homens com “leve barriguinha” são considerados mais atraentes do que os sarados

Estudo internacional aponta que equilíbrio corporal e IMC intermediário influenciam a percepção de atratividade masculina em diferentes culturas

Durante muito tempo, o corpo masculino extremamente definido foi tratado como padrão máximo de atratividade. No entanto, uma pesquisa científica recente desafia esse consenso ao revelar que homens com uma leve barriga — longe do abdômen totalmente sarado — podem ser considerados mais atraentes do que aqueles com músculos excessivamente definidos.

O estudo, conduzido por cientistas ligados à Academia Chinesa de Ciências, analisou a percepção estética feminina a partir de critérios biológicos, evolutivos e culturais. A conclusão central é clara: o equilíbrio corporal parece ser mais valorizado do que a extrema definição muscular.

Dados da pesquisa

A pesquisa contou com 283 participantes, oriundos de três países distintos: China, Lituânia e Reino Unido, o que conferiu maior diversidade cultural à análise. Os voluntários avaliaram fotografias de corpos masculinos, com os rostos propositalmente borrados, para garantir que a análise fosse direcionada exclusivamente à composição física.

Os resultados indicaram que os corpos considerados mais atraentes estavam concentrados em uma faixa de Índice de Massa Corporal (IMC) entre 23 e 27. Essa faixa é classificada como intermediária — nem magreza excessiva, nem obesidade.

No Reino Unido, por exemplo, a média de IMC considerada mais atraente chegou a 26,6, valor popularmente associado ao chamado “dad bod”, expressão usada para definir um corpo masculino com leve acúmulo de gordura abdominal, mas ainda com aparência saudável.

Explicação biológica e evolutiva

Segundo os cientistas, a preferência por corpos com IMC intermediário pode estar ligada a fatores evolutivos. Um corpo excessivamente magro pode indicar fragilidade, enquanto um corpo extremamente musculoso pode sugerir alto gasto energético e menor eficiência metabólica.

Já um físico equilibrado estaria associado a maiores chances de sobrevivência, melhor reserva energética e potencial sucesso reprodutivo — fatores que, de forma inconsciente, influenciam a percepção de atratividade feminina ao longo da evolução humana.

Resultados consistentes entre países

Um dos pontos mais relevantes do estudo é que os resultados foram consistentes nos três países analisados, apesar das diferenças culturais. Isso sugere que a preferência por um corpo masculino menos extremo não é apenas uma tendência local, mas pode refletir um padrão biológico mais amplo.

A pesquisa reforça a ideia de que os padrões de beleza não são absolutos e que a saúde, o equilíbrio e a naturalidade corporal exercem papel fundamental na forma como a atratividade é percebida.

Em tempos de forte pressão estética, os dados trazem um recado direto: nem sempre o “tanquinho em dia” é sinônimo de maior atração — e a ciência confirma isso.