Lula declara a música gospel patrimônio cultural nacional e recebe oração de deputado evangélico no Planalto
Um vídeo em que Otoni de Paula, ex-aliado de Bolsonaro, ora por Lula após o presidente assinar decreto sobre cultura gospel.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (23/12), um decreto que reconhece a música gospel como patrimônio cultural nacional, inserindo oficialmente essa expressão religiosa entre as manifestações culturais do Brasil. O ato foi celebrado por lideranças evangélicas e marcou um gesto simbólico de reconhecimento à importância histórica, social e cultural do segmento.
Em reconhecimento à iniciativa, o deputado federal e pastor Otoni de Paula (MDB-RJ) — parlamentar que já foi aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — realizou uma oração pelo presidente Lula, momento que foi registrado em vídeo e publicado pelo próprio chefe do Executivo nas redes sociais.

Durante a oração, Otoni de Paula pediu bênçãos para Lula, sua família, sua saúde e seu governo, afirmando que a intercessão se estendia a todo o país. “Presidente, eu não tenho ouro e não tenho prata, mas o que eu tenho eu dou. Em nome de Jesus, eu quero abençoar o senhor, pedir que Deus lhe ilumine, lhe guarde e lhe proteja”, declarou o deputado.
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O parlamentar também ressaltou que a igreja não deve se submeter à polarização política. “A igreja não é de direita, a igreja não é de esquerda. A igreja pertence ao Senhor Jesus”, afirmou, ao defender a união e o respeito entre fé e Estado.
Segundo Otoni de Paula, o decreto representa um marco histórico para a comunidade evangélica, ao reconhecer oficialmente a música gospel como parte da cultura nacional. “A partir desse decreto, aquilo que fazemos agora é reconhecido como cultura brasileira. Isso nos abrirá portas imensas”, destacou.
A assinatura ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), da primeira-dama Janja Lula da Silva, além de ministros e parlamentares evangélicos. Estiveram presentes, entre outros, a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o ministro da Advocacia-Geral da União Jorge Messias e a deputada Benedita da Silva (PT-RJ).
Em seu discurso, Lula explicou que a iniciativa partiu da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e classificou o decreto como um gesto de justiça e reconhecimento. “É fazer justiça ao povo evangélico e à música gospel”, afirmou. Para o presidente, o ato representa “um passo importante de acolhimento e respeito à comunidade evangélica do Brasil”, com uma forte carga simbólica e cultural.

